Passos para ter um board de alto desempenho no seu fundo de pensão – Parte 1

Passos para ter um board de alto desempenho no seu fundo de pensão – Parte 1

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Série: Passos para ter um board de alto desempenho no seu fundo de pensão – Parte 2
Calendar05 Fevereiro 2019

Identificando e trazendo para o conselho deliberativo membros das novas gerações

Se os fundos de pensão procurarem resolver os desafios impostos pela nova economia com a ajuda de uma geração mais jovem de conselheiros, com bagagem e expertise bem diferentes dos atuais membros dos conselhos deliberativos, os colegiados precisarão achar o equilíbrio correto entre experiência e relevância.

Os conselhos deliberativos precisarão ter uma composição mais dinâmica, mais diversa e mais focada nas transformações.

Conselheiros ocupando o mandato há mais tempo, com foco na governança e na gestão de riscos, sentarão à mesa do colegiado com representantes das novas gerações.

Nomeados pelo seu excelente domínio de determinadas áreas do conhecimento ou por sua experiência com transformações organizacionais em tempo real, seus mandatos tenderão a ser mais curtos do que a média atual de permanência dos conselheiros.

Devido ao seu perfil, pode-se até antecipar que a relevância da maioria dos conselheiros das novas-gerações e seu interesse em seguir no board diminuirão após cerca de cinco anos de sua nomeação. Se sentirão, então, muito felizes em terminar seu ciclo no colegiado quando chegar esse momento.  

Os conselhos precisam ser realistas sobre quanto tempo um candidato das novas-gerações vai querer ficar.

Também precisam ter cuidado para evitar que o jovem conselheiro se sinta como um “estranho no ninho”, deixando-o mais à vontade caso haja no board outros conselheiros com idades e perfis semelhantes aos dele.

Da mesma forma que a presença de outra mulher no conselho deliberativo diminui o desconforto de uma mulher que esteja sozinha no colegiado, vale a pena nomear dois ou mais conselheiros das novas-gerações.

Os conselhos deliberativos que estiverem preocupados em enfrentar os desafios que estão afetando fortemente a existência dos atuais modelos de complementação de aposentadoria, deveriam considerar os benefícios potenciais de nomear pelo menos um conselheiro das novas gerações.

Para isso, é fundamental ter o apoio do presidente do conselho e contar com membros de mente aberta.

Identificando potenciais membros para o conselho

Se o jovem executivo é um profissional ativo e engajado na patrocinadora, ao ocupar uma posição no conselho deliberativo do fundo de pensão, terá que colocar em jogo parte do seu tempo e sua reputação. O conselho, por outro lado, precisa assegurar que esteja identificando o profissional certo.

Um rigoroso processo de “due diligence” é a melhor maneira de fazer isso. Se for bem conduzido, ajudará também na própria preparação do novo conselheiro para ocupar a posição.

O candidato precisa ser entrevistado pelo presidente do conselho deliberativo e ter encontros individuais com cada membro do colegiado. As entrevistas são o melhor meio para revelar se as expectativas do candidato estão alinhadas com as do colegiado. Se há “química” entre as partes. Se o candidato é a pessoa certa.

Ao longo de um processo assim, o candidato terá a oportunidade de fazer uma série de perguntas. Poderá entender muito sobre a dinâmica das reuniões e a forma com que os membros se posicionam uns em relação aos outros. Terá a chance de ler os relatórios anuais do fundo, entender os planos administrados e o status da relação com os órgãos de supervisão e controle.

O conselho precisa ter uma visão clara do que está buscando com o novo perfil, que experiências está procurando e qual valor o candidato será capaz de agregar no contexto dos desafios do fundo.

Perguntas durante o processo de Due diligence

Veja algumas perguntas que ajudariam o conselho no processo de “due diligence” e seleção de um membro das novas gerações:

1.   Ele entende o modelo de negócios de um fundo de pensão? Qual o objetivo final e os meios atuais para chegarmos lá?

2.   O que o candidato tem a oferecer ao fundo de pensão?

3.   O que se espera dele como conselheiro?

4.   Ele se sente confortável com a cadeira? Terá apoio e espaço para contribuir?

5.  Terá credibilidade para influenciar as discussões e decisões do conselho?

6.   O board está preparado para ter um membro com esse perfil?

7.   Como o relacionamento do colegiado com a diretoria executiva do fundo será afetado pelas contribuições do novo membro?

Na terceira parte da série “Passos para ter um board de alto desempenho no seu fundo de pensão” veremos alguns aspectos da ambientação desse novo membro que chegou no conselho deliberativo e o papel do presidente nesse processo.

 

Até lá, continue ligado.

Fonte: Tradução e adaptação do artigo “How Next‑Generation Board Directors Are Having an Impact” escrito por George Anderson, Julie Hembrock Daum, Tobias Petri, Tessa Bamford e Rohit S. Kale.

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