Informativo de Investimentos - setembro 2018

Informativo de Investimentos - setembro 2018

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Informativo de investimentos Mercer - setembro 2018
Informativo de investimentos Mercer - setembro 2018
Calendar18 Outubro 2018

Em setembro, tivemos a estabilização de casos críticos entre os emergentes como Argentina e Turquia.  Houve a redução da incerteza sobre o nível de tarifas impostas pelos EUA às exportações chinesas, impulsionando assim os ativos de risco ao redor do mundo.

Melhora na performance

O resultado disso foi uma melhora vigorosa na performance dos ativos de economias emergentes, impulsionados também por sinais de tentativas de acordo entre os EUA e seus principais parceiros comerciais. Entretanto, a continuidade do aperto monetário nos EUA e os dados melhores de mercado de trabalho na Europa também servem como sinal de alerta.

Situação dos EUA

Nos EUA, o Comitê de Política Monetária decidiu aumentar em mais 0,25% as taxas básicas de juros, o que já era consenso pelo mercado. O Fed também retirou do comunicado a expressão “postura acomodatícia”, que vinha acompanhando as decisões anteriores. Esta expressão indicava que o Comitê via o nível de taxas de juros como expansionista, ou seja, abaixo do nível neutro. Apesar da retirada da menção, a principal mensagem da última reunião que fica é de que há forte compromisso em implementar mais uma alta esse ano e mais 3 em 2019, elevando a taxa básica americana para 3,5%. Com isso a política monetária americana deve continuar sendo normalizada ao longo dos próximos trimestres.

Com os juros americanos em elevação, reduz-se a complacência dos investidores com países que apresentam fragilidades macroeconômicas.

E a China?

Sobre a China, tem-se observado um sentimento mais negativo em relação à desaceleração de sua economia, em especial dos investidores locais, tendo em vista a guerra comercial com os EUA, a piora dos dados de atividade, maior incerteza na eficácia dos estímulos públicos e o aumento dos riscos fiscais. Neste cenário, são esperadas novas rodadas de estímulo, trazendo preocupações para a saúde fiscal.

Situação da Europa

Na Zona do Euro, o BCE mostrou maior confiança com as perspectivas econômicas, dado que o mercado de trabalho segue bastante aquecido. A preocupação com uma desaceleração súbita, que poderia colocar esse cenário em risco, diminuiu. Entretanto há uma certa desconfiança para um contencioso mais forte com a Itália, dado que o governo populista anunciou uma meta de déficit fiscal em 2019 acima do demandado pela Europa, colocando a dívida pública novamente em trajetória altista.

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