Informativo de Investimentos Mercer - Novembro de 2018

Informativo de Investimentos Mercer - Novembro de 2018

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Informativo de investimentos Mercer - Novembro 2018
Informativo de investimentos Mercer - Novembro 2018
Calendar17 Dezembro 2018

Economia Internacional

Os resultados do início mês de novembro mostraram um crescimento nos EUA acima do potencial.  A subida de juros passou a ser desafiada. O FED vem mudando o tom do seu discurso, anda mais cauteloso com a perspectiva da economia no futuro próximo. As bolsas em geral caíram na região, muito também pela percepção do mercado com o endividamento excessivo das empresas. 

Do lado político, é um ambiente conturbado, muito em razão do conflito EUA e China, trazendo consigo volatilidade para os mercados. O alerta para os próximos meses continua, com a economia operando em pleno emprego e crescimento acima do potencial. A sintonia fina que o Fed vem fazendo, pode mudar a qualquer momento.

Ásia

Na Ásia observamos uma desaceleração, que vem se confirmando dada uma série de fatores que tornam o crescimento difícil de ser mantido na região. A China reverbera os acontecimentos na Ásia. A confiança do setor privado no governo aparentemente está abalada, com o abandono da agenda liberal pelo governo chinês. A expectativa de crescimento de 6% para 2019 se mantêm, no entanto, há dúvidas se terá tração suficiente, via demanda doméstica, para se chegar nesse nível de crescimento nos próximos anos.

Europa

Na Europa, os analistas preveem um menor crescimento, há um risco do cenário se deteriorar por conta do anúncio feito pelos EUA sobre a imposição de tarifas no setor de automóveis, o que levaria toda a cadeia produtiva ser impactada de forma negativa. Se isso só não bastasse, há um impasse com a questão da Itália – o distanciamento sobre o cumprimento fiscal entre Itália e comissão europeia se perpetua. Em suma, há uma piora da política geral na Europa, como perda de poder da Merkel na Alemanha, dúvida sobre próximo governo alemão e na França temos o governo de Macron enfraquecido por conta dos últimos protestos.

Economia Brasileira

Sobre o Brasil, a visão segue muito positiva pelo viés liberal do próximo governo, com a perspectiva de um crescimento sustentado, com juros mais baixos e inflação controlada.

O consumo e o investimento permanecem abaixo do pico registrado antes da recessão, deste modo, há um amplo espaço para uma forte recuperação cíclica nos próximos anos. Para que esse cenário se materialize, espera-se que seja aprovada a reforma da Previdência, minimamente suficiente para convergir com a trajetória futura da dívida pública.

Mas para entregar essa reforma, o novo governo precisa constituir uma base de apoio no Congresso que permita maioria nas votações. E esse é hoje o principal risco para o cenário mais otimista, dado que os sinais correntes da transição política indicam para uma baixa adesão formal dos partidos ao governo Bolsonaro e uma estratégia de comunicação direta com a população e congressistas será desgastante e demorada.

Em suma, os riscos que devem seguir no mercado. Há um hiato entre a ambição do plano econômico do próximo ministro da fazenda e a sua execução de fato, com isso há um maior risco de não se conseguir entregar pela falta pragmatismo, certo gradualismo. Dessa forma, há muita ambição com os projetos, mas as condições de entrega ainda seguem duvidosas. Adicionalmente, se verifica um atraso no programa de algumas propostas básicas. Dado o tempo do futuro ministro, esperava-se um conjunto de propostas ainda mais detalhadas, como reforma da previdência, reforma tributária, política fiscal em 2019 e 2020. Por fim, elencar as prioridades será um grande desafio político e demonstrará como será o mecanismo de persuasão para angariar votos no congresso.

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