Informativo de Investimentos - Maio 2018

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Informativo de investimentos Mercer - Maio 2018
Calendar19 Junho 2018

Cenário Econômico

Em maio, observamos forte apreciação do Dólar e relevante alta dos juros futuros de países emergentes. A economia americana demonstrou dados robustos de crescimento e inflação firme em contraste aos dados fracos de atividade na Europa, assim como aumento da deterioração política na Itália.

Nos Estados Unidos, a sinalização mais “dovish” do Fed, com argumentos que suportavam uma política monetária mais dura, cedeu. Sobre a análise do desemprego, o Fed demonstrou a opinião de que a relação entre baixo desemprego e inflação não é direta, sendo que outros indicadores do mercado de trabalho devem ser considerados.

A última ata trouxe somente alívio temporário ao risco iminentes de mais altas de juros. Isso por que os dados de atividade continuam apontando transitoriedade na deterioração do Consumo no 1TRI/18 e retomada de crescimento mais forte no 2TRI/18. Em relação aos próximos trimestres, o destaque é a aceleração recente das encomendas de bens de capital, que devem impulsionar o PIB. Essa recuperação dos investimentos é esperada pelo governo americano, como consequência dos estímulos fiscais que foram injetados na economia no início do ano.

Ainda que os motivos não estejam claros, podendo haver relação de causalidade com as variáveis fiscais, existe a possibilidade de que ameaças comerciais ou a alta do preço do petróleo também estejam ajudando nessa melhora. Assim, a possibilidade de mais três altas de juros ainda em 2018 ganha força, potencialmente elevando a taxa final do ciclo de normalização monetária.

Na Zona Euro, a aversão ao risco aumentou em relação às economias não centrais. A Itália entrou em um impasse político perigoso. O primeiro-ministro, indicado pela coalização instável em torno de dois partidos antagônicos, não durou três dias no cargo, quando o ministro das finanças, conhecido por suas posições anti-Euro, foi vetado pelo presidente do país. Agora, provavelmente, serão convocadas novas eleições para setembro ou outubro. O grande receio é que a população seja chamada novamente às urnas e reforce a posição anti-Euro no terceiro país mais importante da Zona do Euro. O imbróglio na Itália somente aumentou as incertezas sobre a continuidade do crescimento na região, que agora tem também que lidar com mais um governo populista. As ameaças de disputas comerciais contínuas tendem a afetar mais os países superavitários, como a Europa, em detrimento dos deficitários, como os EUA. Enquanto isso, no Brasil, a greve dos caminhoneiros trouxe mais dano ao crescimento econômico, que agora deve ficar muito próximo ao registrado em 2017.

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