Informativo de Investimentos Mercer - Junho de 2019

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Informativo de Investimentos Mercer - Junho de 2019
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Calendar19 Julho 2019

Economia Internacional

O cenário no mundo é de crescimento mais fraco, porém sem viés de recessão. Temos hoje uma situação de cuidado a respeito do nível de atividade global, mas por outro lado os núcleos de inflação seguem bastante controlados o que abre espaço para novas rodadas de corte de juros pelos principais bancos centrais mundo a fora, na tentativa de prolongar o ciclo de crescimento atual. Por outro lado, temos a China que vem estabilizado  seu nível de crescimento, mas ainda não se sabe os impactos que isso trará no logo prazo. Alguns alertas acabaram surgindo, observa-se uma disparidade entre manufatura e serviços ao redor do globo e dados do comércio mundial em queda, esses seriam os indicadores que necessitam maior atenção à frente. 

Nos EUA, na reunião do Comitê de Política Monetária deste mês, os diretores do Fed ajustaram fortemente as expectativas para os juros no médio e longo prazos.

Europa

Na Zona do Euro, os dados de atividade permanecem reprimidos, o que possibilitaria a flexibilização dos limites atuais e uma possível volta do programa de compras. Nesse sentido, o Banco Central Europeu (BCE) fez questão de mostrar comprometimento com expansão monetária para suportar crescimento econômico. Mario Draghi, presidente do BCE, sinalizou que irá usar todos os meios necessários para este fim, como a retomada do “quantitative easing” (QE) e, até, um eventual corte das taxas de juros. 

China

Na China, não se espera uma trégua na guerra comercial com os EUA no curto prazo, porém há esperança de que possa ser evitado ou ao menos postergado a imposição de novas tarifas sobre os produtos Chineses. Caso tais tarifas sejam mesmo impostas, isso causaria efeitos negativos adicionais sobre as atividades chinesa fazendo com que novas políticas de suporte ao crescimento tivessem que ser tomadas. 

Economia Brasileira 

No Brasil, observamos nesse mês um congresso com menor ruído do que se observava desde a CCJ. Tivemos um avanço mais silencioso e mais eficiente, o que acabou animando o mercado sobre a aprovação da reforma da Previdência, que de fato, acabou caminhando melhor do que se esperava, com um impacto fiscal superior ao esperado pelo mercado e casando com ambiente externo benigno, resultou na apreciação do Real frente ao dólar. 

Com o avanço da reforma da Previdência na Câmara, espera-se que o Copom antecipe o início do ciclo de redução de juros. A expectativa é de três cortes de 25 bps a partir da reunião do final de julho, que levará a Selic a 5,75% ao final deste ano. 

Diante da capacidade ociosa elevada e das expectativas de inflação ligeiramente abaixo da meta, acredita-se que a Selic deva se manter nesse patamar ao longo de 2020, ainda que a reforma não esteja completamente apreciada pelo Congresso, porém o avanço em termos de impactos esperados com a economia dos gastos em 10 anos, é sinal importante de que a versão final do texto deva ser positiva, deixando o Banco Central confortável para um novo ciclo, ainda que moderado, de redução da Selic. 

De acordo com a pesquisa Focus com informações atualizadas até o dia 12 de julho, pelo lado do crescimento, a mediana do PIB para 2019 cedeu pela 20ª semana consecutiva, de 0,82% para 0,81%, em linha com as evidências de um segundo trimestre ainda bastante fraco para a atividade econômica. 

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