Informativo de Investimentos - Junho 2018

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Informativo de investimentos Mercer - Junho 2018
Calendar17 Julho 2018

Cenário Econômico

O mês de junho foi marcado pela forte retórica americana na questão comercial. Na Europa, o ruído político com a eleição na Itália perdeu força, com um discurso do novo governo menos radical em termos econômicos, e um Ministro da Fazenda mais fiscalista apontou na direção de uma mudança na composição dos gastos e não em uma expansão fiscal agressiva.

Nos EUA, tivemos o anúncio de mais uma elevação dos juros no ano de 2018, mostrando uma antecipação do ciclo de aperto monetário. Esse aumento é explicado pela robustez dos dados de atividade da economia americana, que apesar de um primeiro trimestre aquém do esperado, voltou a apresentar dados mais consistentes e elevar as expectativas de crescimento para a região – as projeções de atividade indicam crescimento acima do potencial para 2018 e 2019. Somado à melhora do nível de atividade, verificou-se uma inflação já rondando perto de 2%, patamar considerado pelo Fed como suficiente para novas rodadas de elevação das taxas de juros, para manter a inflação em um nível aceitável. Em sua última reunião, a despeito dos riscos, o FOMC adicionou mais uma alta de juros para 2018 e se mostrou comprometido com a necessidade de aperto monetário.

Na China, no mês de junho houve a intensificação das tensões comerciais com os EUA. O impulso de crédito negativo, o aperto das condições financeiras e os dados de atividade mais fracos no último mês, ainda que temporários, levaram a uma desvalorização dos ativos chineses, principalmente bolsa e câmbio. O mercado esperava que com a elevação das taxas de juros na economia norte-americana, a política monetária chinesa seria também nesse sentido, no entanto, os dados de junho apresentaram números fracos de crescimento o que levou o banco central Chinês (PBOC) a lançar novos estímulos monetários.

Na Zona do Euro, os indicadores de atividade continuam abaixo do esperado para a região, mas demonstram em certa medida estabilidade e apontam para um crescimento potencial ainda esse ano. Do outro lado, os indicadores de confiança seguem em alta, sobretudo na indústria, e os ganhos no mercado de trabalho e a política monetária favorável devem suportar a demanda agregada nos próximos meses.

A visão do Banco Central Europeu (BCE) é de que os dados mais fracos de atividade do primeiro trimestre foram transitórios e a economia da região do euro apresente uma performance melhor nos próximos trimestres. A inflação, apesar de estar abaixo da meta, na visão do BCE estaria em ascensão, apoiada pelo crescimento nos salários e menor taxa de desemprego. O BCE considerou que os riscos da eleição na Itália são mais soberanos do que um risco para a Europa e por isso sinaliza que o principal risco para o cenário construtivo atual advém das disputas comerciais, que gerariam uma desaceleração na atividade através dos impactos diretos e indiretos (menor confiança do empresariado). Em geral, o BCE parece confiante no fim dos experimentos monetários recentes e na tentativa de normalização em 2019. A capacidade da Europa em continuar crescendo definirá a velocidade desse processo.

Com os acontecimentos das últimas semanas, o cenário internacional deve se tornar mais turbulento nos próximos meses com a escalada da guerra comercial ao redor do planeta. Como consequência, há uma redução das expectativas de crescimento para a economia mundial. Por outro lado, há uma maior transparência das políticas monetárias que estão sendo implementadas nos EUA e Europa. Neste ambiente, economias com maiores fragilidades e necessidade de financiamento externo deverão sofrer mais.

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