Informativo de Investimentos Mercer - Fevereiro de 2019

Informativo de Investimentos Mercer - Fevereiro de 2019

Our Thinking / Wealth /

Informativo de investimentos Mercer - Fevereiro 2019
Informativo de investimentos Mercer - Fevereiro 2019
Calendar19 Março 2019

Economia Internacional

O panorama internacional é de um mundo mantendo sua estabilidade de crescimento, com taxas de juros em patamares muito baixos, sendo um período ainda benigno para economias emergentes.

Nos EUA, destaca-se que o ciclo de crescimento é um dos mais longos de sua história, a taxa de desemprego já muito baixa e inflação ainda em patamares controlados, mas com potenciais desvios, com isso os Estados Unidos seria o candidato natural da economia começar a entrar em recessão. O mercado havia ficado apreensivo com o tom do último ano da autoridade monetária, sobre o aperto de condições financeiras ser bastante severo, mas que acabou se revertendo com a atuação do Fed nos últimos meses. Segundo o comunicado do FOMC, chama a atenção no arcabouço estrutural da política monetária, sobre a discussão da meta de inflação, passar a ser a média ao longo do ciclo, em suma a taxa básica de juros deve permanecer inalterada e se mostra mais paciente quanto a futuras elevações.

O mercado de trabalho e salários continuam respondendo bem, não aparenta ser um quadro recessivo para a economia americana.

Na Zona do Euro, ainda paira no ar a questão do desdobramento do Brexit, embora outros dados mais positivos como o fim das manifestações e uma perspectiva de melhora para a economia da região. O BCE se mostra com uma postura mais acomodatícia, é uma economia aonde a autoridade monetária pode dar algum estímulo, mas mais limitado dado os problemas estruturais da região. O cenário se mostra de estabilização para a atividade, mas há muita incerteza política, como França e Alemanha, com isso o crescimento na Europa está sendo revisto e a expectativa é entre 1,5% de crescimento este ano.

Na China, há muita desconfiança por parte do mercado com o ritmo de crescimento chinês e para corroborar, esses meses são um período em que há poucos dados divulgados por conta do ano novo lunar. Os dados vindos do mercado, apresentam uma certa estabilização da economia, sobre a guerra comercial, ambos os países se mostram dispostos a firmarem um acordo, mas ainda não há uma resolução de fato. O governo já se mostrou mais ativo na política de estímulos, está em discussão como prioridade um estímulo mais pelo lado fiscal do que creditício, dado o auto nível de alavancagem das empresas estatais. 

No Brasil há elementos que demonstram a confiança dos agentes melhorando, perspectiva positiva do ambiente da aprovação de reformas. O balanço é de que as instituições financeiras brasileiras emergiram muito bem da crise dos últimos anos, diferentemente de outros países como EUA em 2008. Olhando o balanço das instituições, balanço das famílias apresentando sinais de melhora e um ambiente de recuperação da confiança, são vistos como positivos para os rumos da atividade econômica brasileira. Porém, a reforma é essencial para a retomada de crescimento vigoroso deste e dos próximos anos.

A respeito da reforma da previdência, a articulação no congresso dá alguns sinais, como a eleição de Rodrigo Maia, representando uma certa aproximação da centro direita, mas não significa definitivamente uma coalização, aparentemente se mostra uma disposição ao diálogo.

O mercado começa a exigir uma postura mais séria da figura do presidente, uma aproximação com suas bases para a aprovação da reforma, porém devemos considerar que são apenas dois meses de governo. Espera-se que passado o carnaval tenhamos uma postura mais objetiva no sentido pró reforma.

Os dados de atividade econômica de janeiro deste ano apontaram para a continuidade do ritmo ainda fraco de recuperação econômica. A taxa de desemprego em janeiro permaneceu em 12,2%. A expectativa de que 2019 será um ano de aceleração do ritmo de crescimento devido a taxa básica de juros Selic no menor patamar histórico de 6,5% a.a.., à sinalização de melhora do canal de crédito, aos índices de confiança melhores na margem e um governo eleito que se mostra comprometido com uma agenda de reformas, inclusive microeconômicas, podendo avançar mais nas pautas de concessões e privatizações.

  Vamos falar mais sobre isso?
Envie-nos uma mensagem para conversar com nossos especialistas
*Campo Obrigatório