Informativo de investimentos Mercer - Dezembro 2018

Informativo de investimentos Mercer - Dezembro 2018

Economia Internacional

Em dezembro, o mercado externo ainda apresentou certa volatilidade, exemplo disso é o S&P batendo as mínimas do ano. Esse movimento seria de antecipação do horizonte de crescimento econômico para a economia americana, além das declarações de Donald Trump incomodando investidores. Sobre o Trade War, os impactos de uma continuidade das imposições de tarifas comerciais impactam a economia global como um todo, mas, no mês em questão, não tivemos novos desdobramentos sobre o tema. As atenções das próximas semanas no contexto internacional estarão voltadas para a reunião entre autoridades dos Estados Unidos e China, na busca de um acordo para estancar os conflitos comerciais.

Nos EUA, os dados de atividade divulgados ao longo de dezembro apontam para um crescimento do PIB no 4TRI ao redor de 3% em termos trimestrais anualizados, garantindo que o ano de 2018 deverá registrar um crescimento acumulado acima de 3%. O S&P500 recuou 9,0% em dezembro, sendo o primeiro ano de queda da bolsa dos EUA desde 2008, no auge da crise do sub-prime.

A Ásia, mais especificamente a China, se mantém como ponto de preocupação. Mesmo após os anúncios de diversas medidas de estímulos para a economia em 2018 (monetária, fiscal e creditícia), o crescimento continua dando sinais de desaceleração. Com isso, o governo chinês, em sua reunião anual de definição de políticas econômicas, anunciou a intenção de mais medidas ao longo dos próximos meses, incluindo direcionamento do crédito.

Na Europa, os sinais de crescimento continuam fracos em meio às incertezas sobre o Brexit. Houve recuperação parcial das contrações recentes nas vendas do varejo e na produção industrial.

Economia Brasileira

No Brasil, o mês de dezembro foi de bastante calmaria no cenário político. Sendo o período de transição entre os governos, não tivemos fatos novos.

A pesquisa Focus, com informações atualizadas até 11 de janeiro, voltou a mostrar alterações marginais nas projeções para as variáveis de curto prazo da economia brasileira, com destaque para a mudança nas expectativas de inflação e PIB deste ano.

Pelo lado do crescimento, a mediana para o PIB de 2019 foi elevada de 2,53% para 2,57%. A expectativa de avanços na agenda econômica pelo novo governo, o que favorece a confiança dos agentes, e a leitura de que a política monetária seguirá estimulativa por mais tempo contribuem com a melhora da visão do mercado sobre o desempenho da atividade em 2019.

O balanço de riscos mantém a reforma da Previdência como parte integrante do cenário básico para a economia brasileira. A retomada moderada da economia deve ser consequência do pragmatismo político.

O novo governo dependerá do sucesso de sua administração e as perspectivas de crescimento sustentável da economia brasileira nos próximos anos. Mas há desafios a serem vencidos, o primeiro é o de superar o risco de insolvência fiscal, tarefa para a qual é imprescindível uma reforma da Previdência. Para enfrentar esse e os demais desafios, como a produtividade do país e a crise financeira dos Estados que se avizinha, o governo precisa formar uma coalizão partidária majoritária, que compreenda o compromisso de apoiar o programa de reformas do governo.

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