Ações de baixa volatilidade

Ações de baixa volatilidade Hora de sair da festa?

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Ações de baixa volatilidade Hora de sair da festa?
Calendar17 Outubro 2018

4 QUESTÕES SOBRE AÇÕES DE BAIXA VOLATILIDADE

As orientações da Mercer com relação à construção de um portfólio de ações globais vêm há tempos recomendando que os investidores incluam uma alocação de estratégias defensivas de investimentos em ações, como ações com viés de qualidade, ações de baixa volatilidade ou estratégias de variáveis beta. A expectativa é de que tais abordagens ofereçam algum grau de proteção contra desvantagens, melhorem os rendimentos ajustados ao risco (principalmente por meio da redução de risco, em vez do aumento dos rendimentos) e controlem o beta global do portfólio.

Investimentos em ações de baixa volatilidade como uma estratégia sistemática constituem, comprovadamente, uma opção popular para muitos investidores. No entanto, devido à prolongada tendência de alta, essa abordagem vem seguramente enfrentando vários desafios. Analisamos quatro questões específicas — valorização, sensibilidade à taxa de juros, relação entre o consumo e a taxa de juros (crowding) e redução da volatilidade — e oferecemos algumas diretrizes amplas para investidores voltados para o futuro.

NOSSAS RECOMENDAÇÕES

A Mercer continua a recomendar uma alocação em ações defensivas como parte de um portfólio diversificado de ações, objetivando uma melhora de rendimentos ajustados ao risco e o controle do beta global da carteira. Estratégias sistemáticas de baixa volatilidade continuam constituindo a abordagem mais direta (e de menor custo) para ganhar essa exposição. No entanto, toda abordagem de investimento tem seus riscos, e seguramente os riscos associados às estratégias de ações de baixa volatilidade parecem mais altos no momento do que no passado, especialmente no que se refere à valorização em curso e à sensibilidade à taxa de juros. Gostaríamos de acrescentar que esses riscos parecem ainda maiores nas abordagens baseadas em índices.

Os investidores com uma alocação atual em estratégias de baixa volatilidade e também os que estão planejando novas alocações devem estar cientes desses riscos, no contexto mais geral das exposições de seu portfólio. Além de optar por uma abordagem ativa, que permita ao gestor de investimentos a flexibilidade necessária para abordar esses riscos por meio de uma seleção de ações ponderada, investidores preocupados devem analisar também outras exposições de ações defensivas, por exemplo, uma estratégia capaz de variar seu nível de exposição ao mercado ou ações com viés de qualidade para complementar os investimentos já existentes.

Para investidores com destinação orçamentária para tal, introduzir uma dessas estratégias alternativas de ações defensivas ao lado de uma alocação sistemática de baixa volatilidade pode ajudar a diversificar e vir a mitigar os riscos específicos associados a ações de baixa volatilidade no ambiente atual.

VALORIZAÇÃO

A valorização dos índices de baixa volatilidade vem cumprindo uma firme trajetória de alta desde a crise financeira global e, em certa medida, o índice agora está sendo negociado a um preço mais alto em um mercado mais amplo. Isso aumenta o risco de uma correção nos preços, possivelmente subvertendo a suposta natureza protetora da abordagem de baixa volatilidade.

A valorização de títulos de baixa volatilidade certamente parece alta se comparada à história recente e, com base na proporção entre o preço de mercado e o valor contábil, também apresentam um preço significativamente mais alto em um mercado mais amplo, embora em termos de ganhos isso fique menos evidente.

O que não parece tão claro, porém, é se existe uma relação entre a valorização relativa e o rendimento relativo futuro das ações de baixa volatilidade. Em outras palavras, é provável que as ações de baixa volatilidade apresentem um desempenho inferior no mercado mais amplo devido à sua atual valorização (relativa e absoluta)?

 
Baixe nosso artigo Ações de baixa volatilidade: hora de sair da festa? para saber mais sobre nossas orientações com relação a ações de baixa volatilidade.
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