O futuro do blockchain: o poder que vem dos dados pessoais | Mercer 2019

O futuro do blockchain: o poder que vem dos dados pessoais | Mercer

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O futuro do blockchain: o poder que vem dos dados pessoais
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Calendar18 Abril 2019

Músicos, poetas e filósofos passam a vida se perguntando: "Quem sou eu?". Em um futuro não tão distante, a resposta a essa pergunta poderá estar armazenada nos seus perfis pessoais de blockchain, ou seja, "baús" digitais que guardam os detalhes de cada decisão, ação e compra realizada desde o dia em que nascemos. Dê adeus à sua certidão de nascimento, score de crédito, passaporte, currículo e histórico médico, e conheça o futuro do blockchain: seu perfil de blockchain. Sua resposta exclusiva à pergunta "Quem é você?" será um registro cronológico, hiperdetalhado e imutável que afirma com uma certeza inédita "Eu sou assim".

O blockchain não estará nos nossos pensamentos, emoções, sonhos ou pesadelos. Tampouco captará as confissões íntimas escritas em diários ou ditas ao espelho pela manhã. No entanto, o blockchain jamais se esquecerá que você quebrou o braço aos 5 anos (enquanto escalava um corrimão), como seu coração disparou quando você conheceu a pessoa amada (e deixou seu drink cair no chão) ou que você pagou taxa de entrega expressa em um par de sapatos pretos (para o casamento da sua prima).

O blockchain pode não ser o "eu" que os filósofos gregos tinham em mente, mas será o "eu" que o resto do mundo vê — na melhor das hipóteses, com a sua permissão.

Conheça seus direitos no mundo digital

As empresas querem ter acesso às suas decisões. As informações que detalham por que você escolheu passar férias no Vietnã, come mexilhões no seu restaurante italiano favorito toda terça-feira à noite ou só usa escovas de dentes com cerdas médias têm grande valor para empresas que querem vender passagens aéreas, frutos do mar e escovas de dentes para você e para pessoas como você. Todas as decisões e ações que você realiza online são dados que revelam parte da sua personalidade e dos seus processos de pensamento.

Nos últimos anos, o mercado e os políticos têm debatido o grau de acesso que as empresas devem ter nas decisões pessoais de cada indivíduo, especialmente sobre o que se lê, onde se clica e o que se compra online. Embora haja forças poderosas querendo controlar os dados que as pessoas geram ao usar serviços virtuais, os ventos estão mudando e os órgãos regulatórios estão começando a trabalhar mais a favor da pessoa física.

Em maio de 2018, a União Europeia fez história com o General Data Privacy Regulation (GDPR), regulamento que estabelece rigorosamente os direitos básicos sobre privacidade, propriedade, controle, consentimento e portabilidade de dados para todos os seus cidadãos, independentemente de onde seja a residência deles.1 Nos EUA, a HIPAA Privacy Rule estabelece padrões nacionais para proteger registros médicos e outras informações de saúde de pessoas físicas.2

Essas normas têm o objetivo de proteger cidadãos contra organizações que podem querem usar dados pessoais para fins diferentes dos para os quais foram coletados ou que desviam do consentimento explicitamente dado no momento da coleta e, para isso, preveem instrumentos para aplicar vultosas multas a quem as descumprir. Em uma era de transformação digital, é essencial que todos deem valor a seus dados pessoais e à amplitude de seus direitos à privacidade.

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