Mercados emergentes na Ásia funcionam como polos de atração para talentos com mobilidade global

Mercados emergentes na Ásia funcionam como polos de atração para talentos com mobilidade global

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Mercados emergentes na Ásia funcionam como polos de atração para talentos com mobilidade global
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Calendar03 Maio 2018

Empresas multinacionais, em especial as sediadas na América do Norte e na Europa, têm-se voltado cada vez mais para os mercados emergentes orientais, especialmente os asiáticos, em busca de novos motores de crescimento.

Com uma classe média em ascensão e a crescente adoção da tecnologia, esses mercados apresentam oportunidades numa época em que o crescimento em outras partes do mundo pode ter desacelerado ou estacionado. Para se tornarem capazes de inserir ou aumentar sua presença nestes mercados, as multinacionais precisam enfrentar o desafio de mobilizar seus experientes executivos e persuadi-los a se mudar para esses polos metropolitanos situados em mercados emergentes.

Com as melhorias crescentes na infraestrutura, nos serviços públicos e nos transportes em toda a Ásia, o desafio que essa persuasão acarreta está diminuindo. O desenvolvimento experimentado pela região, no entanto, não é distribuído com uniformidade. Portanto, a questão da adversidade, particularmente para transferências de longo prazo, apresenta-se invariavelmente. Tais condições adversas e a forma como um empregador poderia abordá-las são agravadas com frequência quando a mudança envolve famílias inteiras.

As diferenças entre os padrões de vida encontrados na região justificam tais considerações por várias razões. Em primeiro lugar, podem gerar ansiedade para o funcionário transferido e sua família, o que pode resultar na relutância em aceitar a atribuição. 

Em segundo lugar, as condições de vida podem corroer a moral dos funcionários e afetar seu desempenho ao longo do tempo.  Isso, por sua vez, poderia levar ao fracasso do trabalho, quer dizer, o fracasso em atingir os objetivos desejados e/ou uma solicitação prematura de repatriação.   Considerando-se o significativo esforço financeiro investido na transferência de um funcionário para outro país, faz sentido evitar fracassos do trabalho.

Para terminar, um planejamento e preparação insuficientes no que diz respeito aos padrões de vida poderia expor os funcionários transferidos a uma série de riscos, com consequências potencialmente danosas e até mesmo letais.  O princípio que impõe aos empregadores o "dever de cuidar" de seus funcionários abrange também as transferências para o exterior.

De acordo com a recém-lançada pesquisa da Mercer “Qualidade de vida 2018”, Singapura — a cidade-estado que apresenta o nível de progresso mais elevado — continua na posição de liderança em termos de classificação, apesar da melhoria significativa apresentada por outros polos metropolitanos na região, como resposta aos contínuos investimentos dos governos asiáticos em infraestrutura e serviços públicos.

“A atração e a retenção dos talentos adequados devem constituir um dos mais importantes desafios empresariais nos próximos cinco anos”, de acordo com Ilya Bonic, sócio principal e presidente do segmento de carreiras da Mercer. Como ocorre com a maioria das decisões que envolvem estratégias e políticas empresariais, não existe nenhuma solução milagrosa para essas questões, e cada multinacional terá que avaliar suas decisões referentes à mobilidade dos funcionários dentro do contexto de seus negócios e do ambiente macroeconômico.

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