4 ameaças às economias em desenvolvimento da região Ásia-Pacífico | Mercer 2019

4 ameaças às economias em desenvolvimento da região Ásia-Pacífico | Mercer

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4 ameaças às economias em desenvolvimento da região Ásia-Pacífico
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Calendar18 Abril 2019

As economias da região Ásia-Pacífico (APAC) passam pelas flutuações da economia mundial de maneiras muito peculiares, pois cada uma delas é definida por circunstâncias próprias em termos geográficos, sociais e financeiros. No entanto, o ritmo acelerado da transformação digital e o acirramento das tensões geopolíticas conectam os destinos de todas as economias em desenvolvimento da região APAC aos efeitos onipresentes da globalização.

Embora as economias da região tenham uma projeção de crescimento sólido de 5,6% nos próximos dois anos, esta previsão otimista está sujeita a graves vulnerabilidades.1 As áreas de exposição podem ser organizadas em quatro categorias: econômica, geopolítica, técnica e ambiental. Vejamos cada uma dessas categorias e como elas podem criar desafios para as nações prontas para crescer no curto prazo.

1. Economia: dívidas e habitação

Em 2016, a região APAC superou a América do Norte como a maior parcela na dívida mundial. De fato, a região é responsável por 35% da dívida mundial, mantendo um crescimento notavelmente regular desde a crise financeira de 2008. Essa dívida deixa as economias regionais suscetíveis a taxas de juros mais altas e uma possível crise de inadimpléncia.

Cada economia tem áreas específicas de exposição. Na China, por exemplo, as dívidas de corporações não financeiras e das famílias estão subindo, enquanto no Japão, a maior preocupação é a dívida pública que expõe seu mercado de títulos soberanos. A Índia também está enfrentando o impacto de seus US$ 210 bilhões em gastos com empréstimos de liquidação duvidosa.

Figure 1: Nonfinancial sector debt as a percentage of GDP across APAC.

Os preços de imóveis residenciais em toda a região APAC vêm subindo em ritmo mais acelerado do que o da renda desde 2010, especialmente em lugares como Hong Kong, Austrália, Nova Zelândia e Índia, onde as famílias em Mumbai praticamente não conseguem encontrar imóveis a valores acessíveis. Embora o alto preço da moradia deixe a região alerta à possibilidade iminente do estouro de uma bolha imobiliária, cada país tem seus próprios mecanismos de crédito e números de dívidas familiares que determinam seus níveis de risco. Essas economias precisam se atentar às lições aprendidas com a crise do mercado imobiliário dos EUA em 2008, em que as famílias inadimplentes contribuíram para uma crise econômica mundial que assombra até hoje o setor bancário internacional.

De fato, a Austrália apresenta hoje um dos mais altos níveis de dívida familiar do mundo. Considerando que os portfólios dos bancos australianos se baseiem majoritariamente em empréstimos hipotecários — que hoje estão em níveis bem mais elevados do que o mercado imobiliário americano imediatamente antes da deflagração da crise de 2008 —, muitos investidores americanos e internacionais estão mais inclinados a fazer um hedge do mercado australiano.

Figure 2: Compound annual growth rate for real residential property price and GDP per capita for selected countries across APAC, 2010–2017 Housing price data from Bank of International Settlement, GDP per capita data from Economist Intelligence Unit.

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