Planejamento financeiro de proteção

Planejamento financeiro de proteção

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Planejamento financeiro de proteção – um pequeno passo no presente, um grande impacto no futuro
Calendar09 Fevereiro 2018

Recentemente foi publicada a nova pesquisa global da Mercer “Saudável, próspero e produtivo – Os novos imperativos para a segurança financeira”, realizada em 11 países com 7.000 profissionais e 600 tomadores de decisão seniores. Esta pesquisa evidenciou um retrato alarmante a respeito da segurança das pessoas com relação à saúde financeira futura.

Apesar da incontestável exposição de temas de planejamento financeiro nos canais de comunicação, muitos deles se limitam à primeira etapa deste universo, onde é abordado aquele princípio básico de que é preciso gastar menos do que se ganha, com incentivo ao orçamento doméstico, consciência de juros e endividamento, poupança para projetos de vida, etc.

Direcionada àqueles que já possuem saúde financeira adequada, uma segunda etapa delimita a fatia de espectadores e ratifica conceitos como a diferença entre poupar e investir, apresenta o mercado e os produtos financeiros e incentiva a diversidade de investimentos para aumentar patrimônio. Normalmente este tipo de abordagem é feita por canais relacionados a bancos e instituições financeiras.

Assim, alcançado este estágio, o indivíduo considera sua vida financeira saudável e estável. E então, normalmente, para por aí.

Porém, uma terceira etapa, tão necessária quanto as demais, é raramente abordada: o planejamento de proteção. Começando pela inexorável aposentadoria, quando a renda mensal da ativa será substituída pela renda da previdência social mais, idealmente, a complementação feita pela poupança de anos em um plano de previdência complementar.

Neste momento, encontramos a seguinte realidade com relação à preparação das pessoas:

  • 2 em cada 3 adultos esperam viver mais de 80 anos, mas apenas 1 em cada 3 está confiante de que terá dinheiro suficiente para fazê-lo;
  • 63% das pessoas em todo o mundo não esperam se aposentar ou esperam continuar trabalhando após a aposentadoria;
  • Apenas 25% das pessoas estão confiantes de poderem trabalhar até quando escolherem;
  • 81% dos adultos se sentem pessoalmente responsáveis pela renda de sua aposentadoria, contudo, um terço não calculou o quanto precisará de dinheiro para viver bem nesta etapa da vida e apenas 26% estão confiantes de que podem economizar o suficiente para se aposentar.

Vale lembrar que este resultado não retrata uma realidade nacional, mas uma amostra que envolve 11 países e culturas diversas.

Indo além da possibilidade concreta que é aposentadoria, outras eventualidades que possam ocorrer ao longo da vida estão, comumente, descobertas de qualquer planejamento e mecanismo de proteção.

Invalidez temporária ou permanente e morte são eventos que, apesar de se apresentarem como repentinos golpes do destino, devem ser considerados em planejamentos financeiros de proteção. Ao dizer que é preciso calcular, a literalidade da palavra é verdadeira, pois é preciso entender o quanto já se tem a mão, por conta de previdência social e complementar e seguros, e buscar suplementações necessárias a fim de garantir segurança financeira sustentável a quem depende desta renda.

Ainda que o indivíduo tenha plano de previdência e seguro de vida oferecido como benefício pela empresa em que trabalha, calcular estes valores e compreender se serão suficientes para suprir as necessidades dos dependentes até a independência financeira é o maior desafio. Normalmente, as pessoas sequer sabem por onde começar.

Para agravar mais esta situação, muitas pessoas ainda encontram conforto pontual na adesão destes planos, sem que façam cálculos para avaliar se realmente os valores oferecerão proteção suficiente. Ou seja, aderir à previdência complementar ou seguro e não calcular a capacidade de suplementação destes produtos na ocorrência de eventos desta natureza é uma forma de dormir tranquilo hoje, mas, possivelmente, encontrar um problema desmedido no futuro.

Por isso, ao oferecer aos empregados benefícios que visam à proteção financeira, é preciso abordar de forma clara, transparente e educativa suas limitações e a responsabilidade individual de cada um em planejar a sustentabilidade financeira sua e de sua família. Uma vez que grande parte das pessoas não tem a menor ideia de como iniciar este tipo de planejamento, capacitar os empregados é quase tão importante quanto oferecer esses benefícios.

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