Informativo de Investimentos - Outubro 2017

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Informativo de investimentos Mercer - Outubro de 2017
Calendar21 Novembro 2017

Cenário Econômico

Em outubro tivemos uma melhora das perspectivas em relação à aprovação do pacote fiscal nos EUA. Houve avanço na votação do Orçamento de 2018, que representa o primeiro passo para aprovação do pacote fiscal. Com a escolha do novo Fed chairman Jerome Powell, não deverá haver divergências das políticas monetárias que serão adotadas com as praticadas anteriormente por Janet Yellen, mantendo a tendência de taxas de juros em patamares baixos, com ligeiros aumentos, pautados sempre em dados vindos de emprego e inflação, caracterizando assim uma administração mais “Dovish”.

Na Europa, o BCE sinalizou que não deverá mudar a política monetária no curto prazo e está confortável em continuar o movimento de recompra de títulos, mantendo a injeção de recursos na economia, com o intuito de estimular o crescimento da região.

 No Brasil, os ruídos políticos voltam a se tornar relevantes, trazendo consigo mais volatilidade para o cenário local, mas ainda muito cedo para alterar as tendências econômicas de curto prazo, como recuperação do crescimento, continuidade da inflação baixa e queda das taxas de juros.

Em suma, o cenário internacional demonstra uma manutenção das políticas monetárias adotadas anteriormente, entre elas, manutenção da liquidez monetária, incentivo a crescimento e com movimentos cautelosos de elevação de juros, sempre respaldado por novos dados de expectativa de emprego e inflação.  

Esse ambiente global permanece favorável e auxilia na recuperação da economia de países emergentes. Com isso, é esperada uma aceleração do crescimento nesse e no próximo ano.

O Brasil deverá se manter nessa toada de recuperação econômica, com dados melhores de crescimento e indicadores de inflação em patamares baixos, porém com o aspecto político ganhando cada vez mais espaço para as perspectivas de médio prazo. Isso se dá por conta das expectativas dos agentes econômicos em relação às futuras propostas e projetos de país e políticas econômicas divergentes de cada possível candidato a presidência. Veremos maior volatilidade no mercado dos principais indicadores, podendo levar a uma bifurcação nas perspectivas futuras, sendo o foco na política fiscal, que será o divisor de águas no médio prazo para o sucesso da economia em retomar um ciclo sustentável de crescimento.

Em resumo, o cenário internacional possui seus componentes de incerteza, mas permanece benigno para a tomada de risco, com os dados de crescimento econômico global se sustentando, inflação ainda baixa e taxas de juros baixas com tendência de aumento gradativo. Contudo, os principais riscos estão na esfera política, seja no ambiente internacional, como localmente, com o aumento da preocupação com o resultado das eleições de 2018 e os rumos desta ou daquela possível administração. Internamente, a retomada do crescimento tende a aliviar as tensões políticas e econômicas, ainda mais que a inflação permanece baixa e controlada, mas o componente de risco que trará ainda muita volatilidade está na agenda de reformas, a qual aparenta estar sendo cada vez mais postergada e, consequentemente, esse movimento demandará ajustes ainda mais duros do que os que estão atualmente em pauta.

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