Informativo de Investimentos - Novembro 2017

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Informativo de investimentos - Novembro 2017
Calendar18 Dezembro 2017

Os destaques em novembro da economia norte americana continuou sendo o cenário político, com os desdobramentos da tramitação da proposta da reforma tributária no Congresso americano. As principais divergências entre as propostas tramitando nas duas casas são: o ano de início de vigência da reforma, o valor da alíquota mínima de tributação e quais deduções serão eliminadas para financiar o déficit gerado por uma menor arrecadação tributária.

O impacto previsto pelos economistas com a aprovação desta reforma, seria inicialmente uma força adicional de estímulos para uma economia que já opera próxima do pleno emprego e de seu PIB potencial; a médio e longo prazo haveria uma piora nas contas públicas; e a curto prazo traria como consequência um aumento da inflação e, consequentemente, um ajuste monetário mais intenso, com um ritmo mais acelerado de elevação de juros.

No Brasil, tivemos o resultado do PIB brasileiro do 3º trimestre de 2017. Segundo o IBGE, o país produziu 0,1% a mais entre julho e setembro que no semestre anterior e na comparação com o mesmo período de 2016 o PIB teve crescimento de 1,4%. O resultado é tímido e menor que os crescimentos dos dois trimestres anteriores, mas ainda assim é o terceiro resultado positivo consecutivo, o que não acontecia no Brasil desde 2012.

Já no início de dezembro, tivemos a reunião do Copom e o anuncio de corte da taxa Selic em 50 pontos base, ficando em 7,00% e atingindo seu menor patamar histórico. Essa redução já era amplamente esperada pelo mercado. Além disso, o Banco Central sinalizou ser apropriada uma redução adicional na próxima reunião. Desta forma, considerando o balanço de riscos e as menores chances de aprovação da reforma da previdência no curto prazo, espera-se que o próximo passo seja um corte de 25 p.b., com o BC finalizando o atual ciclo de flexibilização em 6,75%, patamar que deve ser mantido durante 2018.

O cenário internacional demonstra a continuidade das políticas monetárias adotadas anteriormente, entre elas, manutenção da liquidez monetária, incentivo a crescimento e movimentos cautelosos de elevação de juros, sempre respaldados por novos dados de expectativa de emprego e inflação. Entretanto, esse ambiente global favorável pode estar chegando ao fim, dependendo das políticas econômicas e as agendas de reformas nos EUA.

Do lado doméstico, temos um ingrediente a mais de incerteza com a sinalização de uma postergação das aprovações das reformas fiscais, em especial a Reforma da Previdência. Tivemos com isso a repercussão negativa nos preços dos ativos no mês. Lembrando que o mercado mantém como expectativa a aprovação da reforma da previdência, visto como um marco no médio prazo para a convergência da economia brasileira em retomar um ciclo sustentável de crescimento.

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