Informativo de investimentos – agosto de 2017

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Informativo de investimentos Mercer – Agosto de 2017
Calendar19 Setembro 2017

O mês de agosto manteve em boa parte continuidade dos acontecimentos de julho. Tivemos dados de baixa inflação nos principais países desenvolvidos, somado aos dados positivos de crescimento econômico destes.

A dinâmica recente de crescimento dos países desenvolvidos, com baixa inflação, permaneceu presente em todo o mês de agosto. Para os próximos meses, o foco continuará sendo na inflação, que poderá afetar as perspectivas para a política monetária.

O mercado espera que a desaceleração da inflação observada nos últimos meses tenha ficado para trás e que possamos ver uma estabilização ou aceleração até o final do ano. Esse movimento tão esperado deve ser suficiente para que os bancos centrais dos países desenvolvidos continuem em seus processos - ainda que lentos e graduais - de redução do nível de injeção de liquidez atual.

No Brasil, a situação fiscal continua sendo o principal ponto fraco dos fundamentos econômicos, e as novas metas de déficit primário para os próximos anos reflete a dificuldade em mudar essa dinâmica. No lado da política monetária, a inflação baixa deve permitir a continuidade da redução da taxa de juros até o final do ano.

Tivemos em agosto uma mudança na postura do Banco Central em relação à política monetária. Inicialmente, a intenção era convergir para a taxa de juros neutra. Atualmente, a taxa real já está abaixo da taxa neutra e o BCB indicou que poderá ficar nesse patamar até que a recuperação da atividade se torne mais forte. Essa mudança implica na necessidade de um ajuste futuro da taxa Selic para cima, como forma de compensar esse estímulo injetado na economia, dado que uma redução da taxa de juros neutra em um curto prazo de tempo é pouco provável.

Nesse ambiente, o cenário macroeconômico de curto prazo para o Brasil não deve se alterar, com a inflação em patamares ainda baixos permitindo a flexibilização monetária, e estimulando uma incipiente recuperação econômica, enquanto as questões políticas ficam adiadas para 2018, dado que teremos ainda eleição geral.

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