Reajuste salarial é o menor desde 2013, mostra Pesquisa de Remuneração Total da Mercer

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Reajuste salarial é o menor desde 2013, mostra Pesquisa de Remuneração Total da Mercer
Reajuste salarial é o menor desde 2013
Calendar09 Outubro 2018

Reajuste salarial é o menor desde 2013, mostra Pesquisa de Remuneração Total da Mercer

 

A média de reajuste concedido pelas 601 empresas ouvidas pela consultoria em 2018 foi de 4,4%, o menor dos último cinco anos

Para ajudar as empresas a definir a melhor estratégia de remuneração para reter e atrair talentos do Mercado, a Mercer realiza anualmente sua Pesquisa Remuneração Total. Neste ano, a pesquisa brasileira foi feita com 601 empresas, mais de 720 mil ocupantes pesquisados, em 8.000 posições diferentes, e mostrou que as empresas concederam o menor reajuste dos últimos 5 anos. O reajuste médio foi de 4,4% neste ano, frente a 6,5% no ano passado. Segundo o líder de produtos de remuneração da Mercer Brasil, Rogério Bérgamo, a queda se deve à crise econômica, que acarretou alto índice de desemprego no país.

A diferença salarial entre executivos e operários continua sendo uma das maiores do mundo. A remuneração do executivo é 34 vezes a do operário, enquanto na Argentina é de 17 vezes, nos Estados Unidos 11 vezes e na Alemanha 5 vezes. “Esse fenômeno é comum em países em desenvolvimento, aonde as desigualdes sociais são maiores”, avalia Bérgamo.

A pesquisa ainda mostra que os pacotes de benefícios oferecidos pelas companhias se mantiveram estáveis. A única alteração significativa foi o aumento na oferta de check-up médico voltado a executivos, que saltou de 41% para 60%, de 2013 a 2018. “As empresas estão mais atentas a medidas preventivas. Como esses profissionais têm uma rotina de trabalho intensa e ocupam cargos estratégicos, é importante avaliar sua saúde periodicamente.”

Diferença salarial por região

Quando avaliadas as regiões do país, as diferenças salariais cresceram. A única região em que a diferença salarial diminui na comparação com São Paulo foi a Sul. Em 2017, os salários médios da região representavam 83% dos pagos em São Paulo e, em 2018, representam 85%. “Essas variações cresceram no último ano, porque o desemprego atinge de formas diferentes os estados. Mas não significa que é uma tendência”, esclarece Bérgamo. No Norte, a remunuração representa 75% da média em São Paulo e no Nordeste e no Centro-Oeste esse índice é de 76%.

Diferença salarial por gênero

Com o passar dos anos, a disparidade salarial entre homens e mulheres têm diminuído, mas, de acordo com a Pesquisa de Remuneração Total da Mercer, a principal diferença é em relação às oportunidades. “Eles ocupam 79% dos cargos executivos, enquanto elas ocupam 21%, o que tem relação direta com o fato de as mulheres receberem salários menores do que homens. O que precisa ser questionado é porque há mais oportunidades para homens”, alerta Bérgamo.

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