Sistema complementar derruba país em ranking de previdência

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Sistema complementar derruba país em ranking de previdência

  • 25/11/2017
  • Brasil, São Paulo

O Brasil aparece no 17º lugar num ranking que analisa 27 sistemas gerais de aposentadoria que cobrem mais de 50% da população global.        

Em meio ao intenso debate sobre a reforma da Previdência pública, chama a atenção que o sistema complementar fundos de pensão explique boa parte do desempenho regular do país.

Estudo da consultoria Mercer avalia que o sistema público de aposentadoria (o INSS) precisa se ajustar às projeções de envelhecimento da população, mas reconhece nele características positivas, como a proteção oferecida às camadas mais vulneráveis da população.

Na comparação internacional, quem puxa o Brasil para baixo são os fundos de pensão: são pouco difundidos e, quando adotados, geram poupança muito baixa.

Os fundos de pensão funcionam como planos de aposentadoria organizados por empresas com o objetivo de garantir a seus empregados um complemento ao INSS.

O Brasil caiu uma posição em relação a 2016, a partir de avaliação que inclui três pontos: adequação, sustentabilidade e integridade.

Felipe Bruno, líder de Previdência da Mercer no Brasil, diz que o país vai bem nos dois primeiros itens, influenciado em especial por alguns aspectos do INSS.

Segundo ele, a Previdência pública tem regras claras e sistema de comunicação difundido entre a população, além de pagar pensões que repõem boa parte dos salários das pessoas na ativa.

Cerca de 80% dos idosos estão cobertos pelo INSS, diz ele. Nos fundos de pensão estão apenas 2% da população economicamente ativa.

O sistema complementar também seria pouco conhecido, com a maior parte dos beneficiários concentrada em fundos regionais ou de estatais como Petros, de funcionários da Petrobras, ou Previ, do BB.

Muitos desses fundos estão buscando reparações por falhas nos investimentos.

O estudo aponta também que as contribuições são baixas e acabam não garantindo renda suficiente no momento da aposentadoria.

A pesquisa reconhece que, no sistema público, a idade média baixa de aposentadoria é um entrave importante para a sustentabilidade. Assim, aponta que a saída para melhorar todo o sistema passaria por uma reforma do INSS que incluísse elevação da idade mínima e do tempo de contribuição.

Entre os fundos de pensão, recomenda a restrição do acesso aos recursos antes da aposentadoria, fixação de contribuição mínima ao empregado e a inscrição automática do trabalhador.

 

Fonte: Folha de S. Paulo

 

 

 

 

 

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