Ranking de Qualidade de Vida 2015

Ranking de Qualidade de Vida 2015

Imprensa

Viena lidera o novo ranking de Qualidade de Vida da Mercer

  • 04-março-2015
  • Brasil, São Paulo
  • Brasília ocupa a melhor posição no Brasil - 107ª
  • Rio de Janeiro a 119ª, e São Paulo a 120ª
  • Manaus aparece como emergente na 127ª
  • Mercer apresenta ranking completo com 230 cidades
  • São sete os países que acolhem as cidades com melhor qualidade de vida no mundo: Áustria; Suíça (2); Nova Zelândia; Alemanha (3); Canadá, Dinamarca e Austrália

 

Viena possui a melhor qualidade de vida do mundo, de acordo com a classificação de Qualidade de Vida 2015 da Mercer. No geral, as cidades europeias dominam o topo do ranking, juntamente com as principais cidades da Austrália e Nova Zelândia. Zurique, Auckland e Munique estão em segundo, terceiro e quarto lugares respectivamente. Em quinto lugar, Vancouver é a cidade mais alta no ranking na América do Norte e a única cidade da região entre as 10 primeiras. Singapura (26) é a cidade asiática melhor colocada, enquanto que Dubai (74) é a primeira no Oriente Médio e África. Montevideo, no Uruguai (78), é a melhor da América do Sul. No Reino Unido, Londres (40) é a melhor cidade no ranking, seguida por Birmingham (52), Glasgow (55), Aberdeen (57) e Belfast (63).

A Mercer conduz a pesquisa de Qualidade de Vida anualmente para auxiliar empresas multinacionais e outras organizações a remunerar de maneira justa seus funcionários em transferências internacionais. Os incentivos incluem subsídio de qualidade de vida e um prêmio de mobilidade*.  Os Relatórios de Qualidade de Vida da Mercer fornecem informação valiosa e recomendações de hardship para mais de 440 cidades em todo o mundo; o ranking cobre 230 dessas cidades.

“Passar por uma transferência de curto ou longo prazo em um novo país é tanto uma experiência excitante como desafiadora para os empregados e suas famílias,” comentou Slagin Parakatil, Diretor da Mercer. Culturas, sociedades e climas comparativamente diferentes, assim como instabilidade política, altos índices de criminalidade e pobre infraestrutura podem dificultar a adaptação dos empregados e suas famílias. As empresas precisam avaliar se seus empregados e famílias sofrerão qualquer queda em qualidade de vida na transferência e assegurar que sejam compensados de forma justa por isso.

O Sr. Parakatil acrescentou: “Assim como aconteceu com a pesquisa do ano passado, continuamos a reconhecer as cidades emergentes que estão cada vez mais se tornando concorrentes dos centros comerciais e financeiros tradicionais. Essas cidades conhecidas como ‘cidades emergentes de segunda linha’ estão investindo, particularmente, em infraestrutura para melhorar seus padrões de qualidade de vida e, finalmente, atrair mais empresas estrangeiras.”

Europa

Apesar das preocupações com o crescimento econômico, as cidades da Europa Ocidental continuam a oferecer um ambiente estável para empregados e empregadores. Viena (1) é seguida por Zurique (2), Munique (4), Dusseldorf (6) e Frankfurt (7). Com Genebra e Copenhague em 8º e 9º lugares, respectivamente, as cidades da Europa Ocidental ocupam sete lugares dentre as 10 primeiras. As cidades da Europa Ocidental pior colocadas no ranking são Belfast (63) e Atenas (85). As cidades da Europa Central e Oriental têm uma variedade maior de padrões de qualidade de vida. As cidades melhor colocadas no ranking são Praga (68), Budapeste e Ljubljana (ambas em 75º). A cidade emergente Wroclaw (100), na Polônia, tem um próspero ambiente cultural e social e boa disponibilidade de bens de consumo. As cidades com pior classificação na região são Kiev (176), Tirana (180) e Minsk (189), com Kiev passando por uma queda considerável nos rankings devido à instabilidade política e violência na Ucrânia em geral.

No Reino Unido, Londres (40) é a cidade melhor colocada, seguida por Birmingham (52), Glasgow (55), Aberdeen (57) e Belfast (63). “No geral, as cidades do Reino Unido desfrutam de altos padrões de qualidade de vida e continuam a ser locais estáveis e atraentes para as empresas”, disse Ellyn Karetnick, Diretora da Mercer. “A segurança foi reforçada em várias grandes cidades européias devido aos ataques terroristas em Paris e Copenhague,e a Mercer está monitorando de perto qualquer potencial impacto sobreo padrão de vida dosexpatriados e suas famílias nesses locais."

Américas

A América do Norte, Canadá e Estados Unidos continuam a oferecer um alto padrão de vida. Vancouver (5) lidera a lista para essa região, seguida pelas cidades canadenses Toronto (15) e Ottawa (16), enquanto que São Francisco (27), Boston (34) e Honolulu (36) são as cidades americanas melhor colocadas. A cidade mexicana melhor pontuada é Monterrei (109), enquanto que a Cidade do México está na 126ª posição. As cidades pior colocadas na região da América do Norte são Havana (193) e Porto Príncipe (228).

Na América do Sul, Montevideo (78), Buenos Aires (91) e Santiago (93) são as cidades melhor classificadas, enquanto que La Paz (156) e Caracas (179) são as piores. No Brasil, a melhor pontuação é de Brasília (107). A Mercer identificou Manaus como uma cidade emergente – classificada em 127º lugar. A cidade já é um próspero centro industrial e tem uma zona de comércio livre – sua boa oferta de bens de consumo e infraestrutura relativamente avançada neutralizam parcialmente o impacto da falta de opções de escolas internacionais para expatriados e sua localização remota.

“No Brasil, neste ano, a cidade de São Paulo permaneceu na mesma posição ocupada na última pesquisa (120º) mesmo com melhora na avaliação do quesito educação. Esta avaliação está relacionada à ampla variedade de escolas disponíveis na cidade: americana, inglesa, alemã, italiana, francesa, etc. A melhora neste item é relevante pois muitas vezes é fator crucial no momento do aceite de uma proposta de expatriação. Por outro lado, estamos acompanhando o tema sobre racionamento de água em São Paulo para considerá-lo nas análises de 2015.”, diz Karla Costa, consultora de Remuneração e Global Mobility da Mercer Brasil.

Já a cidade do Rio de Janeiro caiu duas posições no ranking (119). Ainda de acordo com Costa, “Dentre os elementos que influenciaram essa queda, podemos citar a redução na avaliação do fator de serviços públicos e transporte: mesmo com os investimentos realizados pelo governo para a Copa do Mundo de 2014, as avenidas e estradas continuam apresentando elevados índices de congestionamento. Este fato também é verificado nas estações de metro que apresentam lotação máxima e condições muitas vezes inseguras para visitantes.”

“As cidades de Brasília e Manaus também caíram duas posições no ranking, mas este fato se deve à melhoria de outras cidades do ranking, já que ambas mantiveram as mesmas avaliações do ano anterior”, conclui Costa.

Ásia-Pacífico

A Ásia é a região com a maior variedade de padrões de qualidade de vida, com Singapura ocupando o lugar mais alto no ranking, em 25º, e Dushanbe, no Tajiquistão, o mais baixo, em 214º lugar. No topo do ranking entre as cidades do leste da Ásia está Tóquio em 44º lugar; outras cidades-chave nesta parte da região incluem Hong Kong (70), Seul (72), Taipei (83), Xangai (101) e Pequim (118). Cidades emergentes notáveis nessa parte da Ásia incluem Cheonan (98), na Coréia do Sul, e Taichung (99), em Taiwan. As cidades chinesas Xi’an e Chongqing (ambas classificadas em 142º lugar) também estão emergindo como destinos de negócios. Seus principais desafios para a melhoria dos padrões de qualidade de vida são fornecimento de água limpa e poluição do ar. Contudo, os avanços nos setores de telecomunicações e consumo tiveram alguns efeitos compensatórios positivos sobre a sua classificação.

Atrás de Singapura, a segunda cidade de melhor colocação no sudeste da Ásia é Kuala Lumpur (84); outras cidades importantes aqui incluem Bangkok (117), Manila (136), e Jacarta (140). No sul da Ásia, Colombo (132) ocupa a posição mais alta e é seguida pelas cidades indianas emergentes Hyderabad (138) e Pune (145). Ambas ocupam posição mais alta em qualidade de vida do que Mumbai (152) e Nova Delhi (154), os centros comerciais mais tradicionais do país. Aumentos populacionais consideráveis em Mumbai e Nova Delhi nas últimas décadas aumentaram os problemas existentes, incluindo acesso à água limpa, poluição do ar e congestionamento do trânsito.

No Pacífico, a Nova Zelândia e cidades australianas são algumas das cidades melhor classificadas globalmente, com Auckland em 3º, Sydney em 10º, Wellington em 12º e Melbourne em 16º lugar.

Oriente Médio e África

Em 74º lugar, Dubai está em primeiro lugar em qualidade de vida em toda a região do Oriente Médio e África. Seguida por Abu Dhabi (77), também nos Emirados Árabes Unidos, e Port Louis (82), na Maurícia. Na África do Sul, Durban (85) é uma cidade emergente e se classificou melhor do que a Cidade do Cabo (91) e Joanesburgo (94), os centros comerciais mais tradicionais do país. A classificação melhor de Durban é principalmente devido às moradias de alta qualidade, várias ofertas recreativas e boa disponibilidade de bens de consumo. Contudo, os problemas de criminalidade a impedem de estar entre as 50 melhores.

Classificada em 230º, Bagdá é a pior cidade do ranking na região e na lista em geral.

-Fim-

 

Notas aos Editores

Importante: A lista do ranking é fornecida a jornalistas para referência e não deve ser publicada em sua totalidade. As listas das 10 melhores e das 10 piores podem ser reproduzidas em uma tabela.

A Mercer produz anualmente os rankings mundiais de qualidade de vida a partir de sua  Pesquisa de Qualidade de Vida mundial mais recente. Relatórios individuais são produzidos para cada cidade pesquisada. Índices comparativos de qualidade de vida entre uma cidade base e uma de destino estão disponíveis, assim como comparações entre múltiplas cidades. Os detalhes podem ser obtidos com o Mercer Client Services em Varsóvia, tel.: +48 22 434 5383 ouwww.mercer.com/qualityofliving.

Os dados foram amplamente analisados entre setembro e novembro de 2014 e serão atualizados regularmente para levar em conta a evolução das circunstâncias. As avaliações serão revistas para refletir os desenvolvimentos políticos, econômicos e ambientais significativos.

Expatriados em locais difíceis: Determinação de subsídios e incentivos adequados

As empresas precisam ser capazes de determinar os pacotes de remuneração de seus expatriados de forma racional, consistente e sistemática. Fornecer incentivos para recompensar e reconhecer os esforços que os empregados e suas famílias fazem quando transferidos internacionalmente permanece como uma prática típica, principalmente para locais difíceis.

*Dois incentivos comuns incluem um subsídio de qualidade de vida e um prêmio de mobilidade:

•  Um subsídio de qualidade de vida ou hardship compensa a diminuição de qualidade de vida entre os locais de origem e destino.

•  Um prêmio de mobilidade simplesmente compensa a inconveniência de ser desenraizado e ter que trabalhar em outro país.

Um subsídio de qualidade de vida geralmente está relacionado com a localização, enquanto que um prêmio de mobilidade normalmente independe do local de destino. Algumas empresas multinacionais combinam esses prêmios, mas a grande maioria os fornece separadamente.

Qualidade de vida: Benchmarking de cidade

A Mercer também ajuda os municípios a avaliarem os fatores que podem melhorar a sua classificação e qualidade de vida. Em um ambiente global, as empresas possuem muitas escolhas, como para onde enviar seus empregados e estabelecer novos negócios. Os padrões de qualidade de vida de uma cidade podem ser uma variável importante a ser considerada pelas empresas.

Líderes de muitas cidades querem entender os fatores específicos que afetam a qualidade de vida de seus habitantes e abordar essas questões que reduzem a classificação geral de suas cidades em qualidade de vida. A Mercer aconselha os municípios através de uma abordagem holística que considera seus objetivos de progredir rumoà excelência e atrair empresas multinacionais e talentos transferidos globalmente, melhorando os elementos mensurados em sua pesquisa de Qualidade de Vida.

Recomendações da Mercer sobre subsídios de hardship

A Mercer avalia as condições de vida local em mais de 440 cidades pesquisadas em todo o mundo. As condições de vida são analisadas de acordo com 39 fatores, agrupados em 10 categorias:

1.     Ambiente político e social (estabilidade política, crime, cumprimento de leis etc.)

2.     Ambiente econômico (regulamentações sobre taxa de câmbio, serviços bancários etc.).

3.     Ambiente sociocultural (disponibilidade de mídia e censura, limitações para liberdade pessoal).

4.     Considerações médicas e de saúde (suprimentos e serviços médicos, doenças infecciosas, saneamento, descarte de resíduos, poluição do ar, etc).

5.     Escolas e educação (padrão e disponibilidade de escolas internacionais).

6.     Serviços e transporte público(eletricidade, água, transporte público, congestionamento de trânsito, etc).

7.     Recreação (restaurantes, teatros, cinemas, esportes e lazer, etc).

8.     Bens de consumo (disponibilidade de alimentos/artigos de consumo diário, carros, etc).

9.     Moradia (aluguel de imóvel, eletrodomésticos, móveis, serviços de manutenção,).

10.  Ambiente natural (clima, registro de desastres naturais).

Os pontos atribuídos a cada um dos fatores, que são ponderados para refletir sua importância para os expatriados, permitem comparações objetivas de cidade a cidade. O resultado é um índice de qualidade de vida que compara diferenças relativas entre dois locais avaliados. Para que os índices sejam utilizados de maneira eficaz, a Mercer criou uma grade que permite aos usuários vincularem o índice resultante a um valor de auxíliopara qualidade de vida, através da recomendação de um valor percentual em relação ao índice.

Importante:

As informações e os dados obtidos através dos relatórios de Qualidade de Vida são apenas para fins informativos e destinados ao uso por organizações multinacionais, agências governamentais e municípios. Não devem ser utilizados como base para investimento ou turismo internacionais. Em hipótese alguma a Mercer se responsabilizará por qualquer decisão ou ação tomada com base nos resultados obtidos através do uso dos relatórios ou informação ou dados neles contidos. Enquanto os relatórios foram elaborados com base em fontes, informações e sistemas que acreditamos ser confiáveis ​​e precisos, são fornecidos "tal como estão", e a Mercer não aceita qualquer responsabilidade pela validade / precisão (ou não) dos recursos / dados utilizados ​​para compilar os relatórios. A Mercer e suas afiliadas não fazem representações ou garantias com relação aos relatórios e renunciam a qualquer manifestação implícita e garantias legais de qualquer tipo, incluindo representações e garantias de qualidade, precisão, pontualidade, integridade, comercialização e adequação implícita a uma finalidade específica.

 

 

Sobre a Mercer

A Mercer é uma consultoria líder mundial em talento, saúde, previdência e investimentos. A Mercer auxilia os clientes em todo o mundo a promover a saúde, o patrimônio e o desempenho de seus ativos mais importantes – as pessoas. Os mais de 20.000 empregados da Mercer estão localizados em 42 países e a empresa opera em mais de 130 cidades. A Mercer é uma subsidiária integral da Marsh & McLennan Companies (NYSE: MMC), um time global de empresas de serviços profissionais fornecendo consultoria e soluções a clientes nas áreas de risco, estratégia e capital humano. Com mais de 55.000 empregados em todo o mundo e receita anual superior a US$13 bilhões, a Marsh&McLennanCompanies também é a controladora da Marsh, líder mundial em corretagem de seguros e gerenciamento de riscos, Guy Carpenter, líder mundial em serviços de risco e mediação de resseguro; e Oliver Wyman, líder mundial em consultoria de gestão. Para mais informações, visite www.mercer.com.Siga a Mercer no Twitter@MercerInsights.

 

 

 

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