Qualidade de Vida da 2019

Qualidade de Vida da Mercer

Viena ocupa o primeiro lugar no 21º ranking de Qualidade de Vida da Mercer

  • 13 de Março de 2019
  • Brasil, São Paulo
  • A capital austríaca tem a melhor qualidade de vida do mundo há uma década
  • Das quatro cidades brasileiras avaliadas, Brasília é a mais bem posicionada na 107ª colocação do ranking

As tensões comerciais e as tendências populistas continuam a dominar o clima econômico global. Com o aperto e a volatilidade da política monetária nos mercados, as empresas internacionais estão sob mais pressão do que nunca para acertar suas operações no exterior. A 21ª Pesquisa Anual de Qualidade de Vida da Mercer mostra que muitas cidades em todo o mundo ainda oferecem ambientes atraentes para fazer negócios, e as melhores entendem que qualidade de vida é um componente essencial de atratividade de uma cidade para empresas e talentos.

Globalmente, Viena lidera o ranking pelo 10º ano consecutivo, seguida por Zurique (2). Em terceiro lugar conjunto estão Auckland, Munique e Vancouver - a cidade mais bem classificada na América do Norte nos últimos 10 anos. Cingapura (25), Montevidéu (78) e Port Louis (83) mantêm o status de cidades com as melhores classificações na Ásia, América do Sul e África, respectivamente. Apesar de ainda estar na parte inferior da lista de qualidade de vida, Bagdá testemunhou melhorias significativas relacionadas aos serviços de segurança e saúde. Caracas, no entanto, viu os padrões de vida caírem depois de uma instabilidade política e econômica significativa.

“As capacidades locais são essenciais para as operações globais da maioria das empresas internacionais e são, em grande parte, impulsionadas pelo bem-estar pessoal e profissional dos indivíduos que elas colocam nesses locais”, afirmou Ilya Bonic, Senior Partner e Presidente da área de Career da Mercer. “As empresas que buscam se expandir no exterior têm uma série de considerações para identificar onde melhor alocar funcionários e novos escritórios. Dados relevantes e confiáveis, e mensurações padronizadas são itens fundamentais para empregadores tomarem decisões críticas, desde decidir onde estabelecer escritórios até determinar como distribuir, abrigar e remunerar suas forças de trabalho globais.”

“O sucesso de uma designação internacional depende, dentre outros fatores, do bem-estar pessoal e profissional do indivíduo expatriado e do bem-estar de suas famílias. Ao oferecer informações seguras sobre a qualidade de vida das cidades, a Mercer reforça seu papel em contribuir para as empresas e profissionais prosperarem, impactando positivamente também na vida das pessoas”, explica Rafael Ricarte, consultor de serviços para indústria financeira da Mercer.

A pesquisa da Mercer é uma das mais abrangentes do mundo e é conduzida anualmente para auxiliar empresas multinacionais e outras organizações a remunerar de maneira justa seus empregados quando em transferências internacionais. Além das informações valiosas sobre qualidade de vida relativa, a pesquisa da Mercer fornece avaliação para mais de 450 cidades em todo o mundo; este ranking inclui 231 dessas cidades.

Quebra por região       

Europa

As cidades europeias continuam a ter a melhor qualidade de vida do mundo, com Viena (1), Zurique (2) e Munique (3) não apenas em primeiro, segundo e terceiro lugares na Europa, mas também globalmente. 13 dos 20 melhores lugares do mundo foram ocupados por cidades europeias. As principais capitais europeias, Berlim (13), Paris (39) e Londres (41), permaneceram estáticas no ranking este ano, enquanto Madri (46) subiu três lugares e Roma (56) caiu um. Minsk (188), Tirana (175) e São Petersburgo (174) permaneceram como as cidades com a pior classificação do continente este ano. Por outro lado, Sarajevo (156) subiu três posições devido a uma queda no número de crimes registrados.

Américas

Na América do Norte, as cidades canadenses continuam a ser as mais bem pontuadas, com Vancouver (3) tendo a melhor classificação em qualidade de vida. Todas as cidades dos EUA cobertas na análise caíram no ranking este ano, com Washington DC (53) apresentando a maior queda. Nova York (44) sozinha subiu um lugar, à medida que as taxas de criminalidade na cidade continuam a cair. Detroit continua a ser a cidade dos EUA com a menor qualidade de vida este ano, com a capital haitiana de Porto Príncipe (228) sendo a pior classificada de todas as Américas. Questões de estabilidade interna e manifestações públicas na Nicarágua fizeram com que Manágua (180) caísse sete posições no ranking de qualidade de vida este ano, e a atual violência relacionada a cartéis e altas taxas de criminalidade fazem com que o México, Monterrey (113) e Cidade do México (129), também permaneça com baixa classificação.

Na América do Sul, Montevidéu (78) voltou a ser a mais bem classificada em termos de qualidade de vida, enquanto a permanência de instabilidade faz com que Caracas (202). A qualidade de vida permaneceu praticamente inalterada em relação ao ano passado em outras cidades importantes, incluindo Buenos Aires (91), Santiago (93) e Rio de Janeiro (118).

Oriente Médio e Africa

Dubai (74) continua a ser a melhor classificada em qualidade de vida em todo o Oriente Médio, seguida de perto por Abu Dhabi (78); enquanto Sana'a (229) e Bagdá (231) são as piores colocadas na região. A abertura de novas instalações recreativas como parte da Visão de 2030 da Arábia Saudita levou Riyadh (164) a subir um lugar este ano, já Istambul (130) subiu quatro lugares, com declínio na taxa de criminalidade e a falta de incidentes terroristas nos últimos 12 meses.

Na África, Port Louis (83) foi a cidade com a melhor qualidade de vida. Seguida de perto pelas cidades sul-africanas de Durban (88), Cidade do Cabo (95) e Joanesburgo (96). Questões relacionadas à escassez de água contribuíram para que a Cidade do Cabo caísse uma posição neste ano. Por outro lado, Bangui (230) teve a pior classificação para o continente. O progresso da Gâmbia em direção a um sistema político democrático e melhoria nas relações internacionais e direitos humanos fez com que Banjul (179) apresentasse a maior melhoria em qualidade de vida na África e também no mundo, subindo seis lugares este ano.

Ásia-Pacífico
Na Ásia, Cingapura (25) tem a mais alta qualidade de vida, seguida pelas cinco cidades japonesas de Tóquio (49), Kobe (49), Yokohama (55), Osaka (58) e Nagoya (62) e, em seguida, Hong Kong (71) e Seul (77), que subiram dois lugares este ano, com a estabilidade política retornando após a prisão de seu presidente no ano passado. No Sudeste Asiático, outras cidades notáveis incluem Kuala Lumpur (85), Bangkok (133), Manila (137) e Jacarta (142); e na China continental: Xangai (103), Pequim (120), Guangzhou (122) e Shenzen (132).

No sul da Ásia, as cidades indianas de Nova Delhi (162), Mumbai (154) e Bengaluru (149) permaneceram inalteradas em relação à classificação de qualidade de vida no ano passado, com Colombo (138) no topo do ranking. A Nova Zelândia e a Austrália continuam a ter uma classificação alta em qualidade de vida, com Auckland (3), Sydney (11), Wellington (15) e Melbourne (17) permanecendo entre as 20 melhores.

Notas aos Editores

A Mercer produz anualmente os rankings mundiais de qualidade de vida a partir de sua Pesquisa de Qualidade de Vida Mundial. Relatórios individuais são produzidos para cada cidade pesquisada. Além disso, índices comparativos de qualidade de vida entre uma cidade base e uma de destino estão disponíveis, assim como comparações entre múltiplas cidades. Os detalhes estão disponíveis em www.mercer.com/qualityofliving.

Os dados foram amplamente analisados entre setembro e novembro de 2018 e serão atualizados regularmente para levar em conta a evolução das circunstâncias. Em particular, as avaliações serão revisadas para refletir os desenvolvimentos políticos, econômicos e ambientais significativos. A lista dos rankings é fornecida à mídia para referência e não deve ser publicada na íntegra. As 10 melhores e as 10 piores cidades de cada lista podem ser reproduzidas em uma tabela.

As informações e dados obtidos através dos relatórios de Qualidade de Vida são apenas para fins informativos e destinados ao uso por organizações multinacionais, agências governamentais e municípios. Não são projetados ou destinados para o uso como base para investimento estrangeiro ou turismo. Em nenhum caso a Mercer será responsável por qualquer decisão ou ação tomada com base nos resultados obtidos através do uso, ou a informação ou dados contidos nos relatórios. Enquanto os relatórios foram elaborados com base em fontes, informações e sistemas que acreditamos ser confiáveis e precisos, eles são fornecidos "tal como estão", e a Mercer não aceita nenhuma responsabilidade referente à validade/precisão (ou não) das fontes/dados usados para compilar os relatórios. A Mercer e suas afiliadas não fazem representações ou garantias com relação aos relatórios, e negam todas as garantias expressas, implícitas e estatutárias de qualquer tipo, incluindo representações e garantias implícitas de qualidade, precisão, pontualidade, integralidade, comercialização e adequação para uma determinada finalidade.

Qualidade de Vida – Atratividade da Cidade: Dedicada às Cidades

A Mercer também ajuda os municípios a avaliar fatores que podem melhorar seus rankings de qualidade de vida. Em um ambiente global, os empregadores têm muitas opções sobre onde colocar seus empregados móveis e criar novos negócios. A qualidade de vida de uma cidade pode ser uma variável importante a ser considerada pelos empregadores.

Líderes em muitas cidades querem entender os fatores específicos que afetam a qualidade de vida dos moradores e abordam as questões que reduzem a classificação geral de qualidade de vida de uma cidade. A Mercer aconselha municípios utilizando uma abordagem holística que endereça os objetivos de progredir em direção à excelência e atrair empresas multinacionais e talentos móveis globalmente, melhorando os elementos que são mensurados em sua pesquisa de Qualidade de Vida.

Recomendações da Mercer sobre Subsídios de Hardship

A Mercer avalia as condições de vida locais em mais de 450 cidades pesquisadas em todo o mundo. As condições de vida são analisadas de acordo com 39 fatores, agrupados em 10 categorias:

  • Ambiente político e social (estabilidade política, crime, cumprimento de leis, etc)
  • Ambiente econômico (regulamentações sobre taxa de câmbio, serviços bancários).
  • Ambiente sociocultural (disponibilidade de mídia e censura, limitações para liberdade pessoal).
  • Considerações médicas e de saúde (suprimentos e serviços médicos, doenças infecciosas, saneamento, descarte de resíduos, poluição do ar, etc).
  • Escolas e educação (padrões e disponibilidade de escolas internacionais).
  • Serviços e transporte público (eletricidade, água, transporte público, congestionamento de trânsito, etc).
  • Recreação (restaurantes, teatros, cinemas, esportes e lazer, etc).
  • Bens de consumo (disponibilidade de alimentos/artigos de consumo diário, carros, etc).
  • Moradia (aluguel de imóvel, eletrodomésticos, móveis, serviços de manutenção).
  • Ambiente natural (clima, registro de desastres naturais).

Os pontos atribuídos a cada um dos fatores, que são ponderados para refletir sua importância para os expatriados, permitem comparações objetivas de cidade a cidade. O resultado é um Índice de Qualidade de Vida que compara diferenças relativas entre dois locais avaliados. Para que os índices sejam utilizados de maneira eficaz, a Mercer criou uma grade que permite aos usuários vincularem o índice resultante a um valor de auxílio para qualidade de vida, através da recomendação de um valor percentual em relação ao índice.

Sobre a Mercer

A Mercer oferece conselhos e soluções orientadas pela tecnologia que ajudam as organizações a atender às necessidades de saúde, previdência e carreira de uma força de trabalho em mudança. Os mais de 23.000 empregados da Mercer estão baseados em 44 países e a empresa atua em mais de 130 países. A Mercer é uma subsidiária integral da Marsh & McLennan Companies (NYSE: MMC), a principal empresa global de serviços profissionais nas áreas de risco, estratégia e pessoas. Com cerca de 65 mil colegas e receita anual de mais de US$ 14 bilhões, através de suas empresas líderes do mercado, incluindo Marsh, Guy Carpenter e Oliver Wyman, a Marsh & McLennan ajuda os clientes a navegar em um ambiente cada vez mais dinâmico e complexo. Para mais informações, visite www.mercer.com

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