Pesquisa Internacional de Custo de Vida - Mercer

Imprensa

Principais impactos em pacotes para expatriados: A volatilidade das moedas e a inflação

  • 22 junho 2016
  • São Paulo, Brasil
  • Em sua edição de número 22, o estudo elaborado pela consultoria líder em RH salienta a continuidade de enfoque das empresas para manter sua política de mobilidade como estratégia de negócio.
  • Hong Kong encabeça o ranking este ano, enquanto que Windhoek (na Namíbia) é considerada a cidade mais barata.
  • As cidades de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro descem para 190, 128 e 156, respectivamente, em comparação ao ano passado, principalmente em função do enfraquecimento do Real frente ao dólar.

 

São Paulo, 22 de junho de 2016- Diferentemente do ano passado, Hong Kong agora encabeça a lista das cidades mais caras para expatriados, deixando o segundo lugar para Luanda, na Angola (que por três anos consecutivos ocupou o primeiro lugar), de acordo com a Pesquisa Anual de Custo de Vida Internacional realizada pela consultoria líder em RH, Mercer.

Em sua edição de número 22, o estudo da Mercer indica que Zurique e Singapura permanecem no terceiro e quarto lugares, respectivamente, enquanto Tóquio fica em quinto, seis lugares acima em comparação ao ano passado. Kinshasa, que ocupa a 6ª posição, aparece pela primeira vez entre as 10 cidades mais caras, subindo da décima terceira posição.

Outros locais listados entre as 10 cidades mais caras para expatriados, de acordo com o ranking da Mercer, são Xangai (7), Genebra (8), N'Djamena (9) e Pequim (10). As mais baratas do mundo para expatriados são Windhoek (209), Cidade do Cabo (208) e Bisqueque (207).

Fatores como as flutuações cambiais, inflação nos custos de bens e serviços e a instabilidade nos preços de habitação contribuem para o custo dos pacotes de expatriados para os empregados em transferências internacionais.

Mesmo com a volatilidade dos mercados globais e as crescentes preocupações com segurança, as organizações continuam a aproveitar as estratégias de expansão global para manter a sua competitividade e crescimento. No entanto, poucas organizações estão preparadas para os desafios que os seus negócios enfrentam como resultado dos acontecimentos mundiais, incluindo o impacto sobre o custo dos pacotes de expatriados.

"Apesar dos avanços tecnológicos e do surgimento de uma força de trabalho globalmente conectada, ter empregados expatriados continua a ser um aspecto cada vez mais importante da estratégia de negócios de uma empresa multinacional competitiva", comenta Ilya Bonic, Senior Partner e Diretor da área de Talento da Mercer.

No entanto, acrescenta, com a volatilidade do mercado e a estagnação do crescimento econômico em muitas partes do mundo, é essencial não perder de vista a eficiência dos custos, com especial atenção para os pacotes de remuneração de expatriados. Dado que o apetite das organizações por crescer e escalar rapidamente a nível mundial continua, é necessário contar com informações precisas e transparentes para remunerar de forma justa todos os tipos de transferências, incluindo transferências de curto prazo e local plus.

Este estudo da Mercer é um dos mais completos do mundo e é desenhado para ajudar empresas multinacionais e governos a definir estratégias de remuneração para seus empregados expatriados. Nova York é a cidade de referência para todas as comparações e os movimentos cambiais são medidos em relação ao dólar americano.

O estudo analisa 375 cidades em todo o mundo; a classificação deste ano inclui 209 locais em cinco continentes e mede o custo comparativo de mais de 200 itens em cada cidade, incluindo moradia, transporte, alimentação, vestuário, utilidades domésticas e entretenimento.

"Maximizar o ROI com menos recursos e a escassez de talentos em todo o mundo dificultam as iniciativas de crescimento para as multinacionais", segundo Bonic. "As organizações devem garantir que podem facilitar os movimentos necessários para impulsionar os resultados do negócio, oferecendo pacotes de remuneração justos e competitivos."

Bonic acrescenta que os custos de bens e serviços variam com a inflação e a volatilidade da moeda, em alguns casos aumentando e em outros diminuindo os custos das transferências no exterior. Os baixos níveis de inflação resultaram em aumentos de custos razoavelmente constantes em todo o mundo.

Américas

As cidades dos Estados Unidos subiram no ranking devido à força do dólar americano frente a outras moedas principais, além da queda significativa de cidades de outras regiões, que incentivaram a ascensão de cidades americanas na lista. Nova York subiu cinco lugares para a 11ª posição e é a cidade com o maior custo de vida desta região. São Francisco (26) e Los Angeles (27) subiram onze e nove posições, respectivamente, em relação ao ano passado, enquanto que Seattle (83) saltou vinte e três lugares. Entre outras grandes cidades dos EUA, Honolulu (37) subiu quinze lugares, Washington DC (38) doze lugares e Boston (47) dezessete lugares. Portland (117) e Winston Salem (147), na Carolina do Norte, ainda são as cidades mais baratas nos EUA das pesquisadas para expatriados.

Nathalie Constantin-Métral, Diretora da Mercer, responsável pela elaboração do ranking da pesquisa, menciona: "Apesar de aumentos de preços moderados em geral, a maioria das cidades os EUA subiu na classificação principalmente devido à presença de um dólar forte".

Na América Latina, Buenos Aires (41) foi classificada como a cidade mais cara, apesar de ter caído vinte e dois lugares em relação ao ano passado. Porto Espanha (60), em Trinidad e Tobago se converteu na segunda cidade mais cara, enquanto San Juan (67), em Porto Rico, baixou para a terceira cidade mais cara da região, subindo vinte e duas posições. Outras cidades da América Latina, como a Cidade do México e Monterrey, no México, registraram um declínio em comparação ao ano passado quando ocupavam as posições de 137 e 182, respectivamente, para agora se posicionarem em 169 e 197.

"As economias dos países da região continuam a apresentar desafios importantes pela desvalorização de suas moedas, levando as empresas que hoje possuem transferidos internacionais a ter um controle e acompanhamento mais rigoroso dos custos, assim como do volume e duração das transferências internacionais", diz Rogério Bérgamo, Líder da prática de Informação da Mercer para o Brasil.

A maioria das outras cidades da região caiu no ranking devido ao enfraquecimento das moedas em relação ao dólar norte-americano, apesar dos aumentos nos preços dos bens e serviços em países como o Brasil, Argentina ou Uruguai. "No geral, o comportamento da inflação sobre a cesta de produtos para expatriados continua subindo, mas não tem influência sobre o comportamento do ranking, pelo grande impacto causado pela desvalorização das moedas locais contra o dólar. Rogério também acrescenta que poucas cidades subiram em posicionamento e, novamente, isso se deve à economia dolarizada". Em particular, São Paulo (128) e Rio de Janeiro (156) caíram oitenta e oito e oitenta e nove posições, respectivamente, apesar do forte aumento nos preços de bens e serviços. Lima (141) caiu dezenove lugares, enquanto que Bogotá (190), quarenta e dois lugares. Manágua (192) é a cidade mais barata. Caracas, na Venezuela, foi excluída da classificação devido à complexa situação da sua moeda; a sua posição no ranking tinha sofrido uma grande variação, dependendo da taxa de câmbio oficial escolhida. "O maior desafio de gerenciar os pacotes de transferências na região é remunerar de forma competitiva apesar das flutuações de moeda, garantindo assim o poder de compra líquido dos expatriados, independentemente do lugar onde se paga.

As cidades canadenses continuaram a descer no ranking este ano, principalmente devido ao enfraquecimento do dólar canadense. A cidade com o maior custo de vida no país, Vancouver (142), caiu vinte e três lugares. Toronto (143), dezessete lugares, enquanto que Montreal (155) e Calgary (162), quinze e dezesseis lugares respectivamente.

Europa, Oriente Médio e África

Duas cidades europeias se encontram entre as 10 mais caras. Em terceiro lugar no ranking mundial, Zurique permanece como a cidade europeia mais cara, seguida por Genebra (8), três posições abaixo do ano passado. A seguinte da Europa no ranking, Berna (13), caiu quatro lugares em relação ao ano passado, devido ao enfraquecimento do franco suíço em comparação ao dólar americano.

Várias cidades da Europa se mantiveram relativamente estáveis devido à estabilidade do euro em comparação ao dólar americano. Paris (44), Milão (50), Viena (54) e Roma (58) permaneceram praticamente sem alterações em comparação ao ano passado, enquanto que Copenhague (24) e São Petersburgo (152) ficaram na mesma posição.

Outras, incluindo Oslo (59) e Moscou (67), caíram vinte e um e dezessete lugares, respectivamente, como resultado da perda significativa de valor das moedas locais em relação ao dólar americano. Londres (17) e Birmingham (96), no Reino Unido, caíram cinco e dezesseis lugares, respectivamente, enquanto que as cidades alemãs de Munique (77), Frankfurt (88) e Dusseldorf (107) subiram no ranking.

“A pesar de alguns aumentos de preços na região, várias moedas locais na Europa ficaram enfraquecidas em relação ao dólar americano, provocando a queda de algumas cidades no ranking”, explicou Constantin-Métral. “Além disso, outros fatores como os recentes problemas de segurança, instabilidade social e preocupações sobre as perspectivas econômicas têm impactado na região”.

Algumas cidades da Europa Ocidental e Central também subiram no ranking, incluindo Kiev (176) e Tirana (186) que subiram oito e doze lugares, respectivamente.

Tel Aviv (19) permanece como a cidade mais cara para expatriados no Oriente Médio, seguida por Dubai (21), Abu Dabi (25) e Beirute (50). Jeddah (121) continua sendo a mais barata da região, apesar de ter subido trinta lugares. “Várias cidades do Oriente Médio subiram no ranking devido ao declínio de outras, além do aumento acentuado nos custos de moradia para estrangeiros, particularmente em Abu Dabi e Jeddah”, disse Constantin-Métral.

Apesar de ter perdido o primeiro lugar na lista global, Luanda (2), na Angola, permanece como a cidade da África com o maior custo de vida no ranking. Depois está Kinshasa (6), que subiu sete lugares em relação a 2015. Tendo subido apenas um lugar, N'Djamena (9) é a próxima cidade africana na lista, seguida por Lagos (13), na Nigéria, que subiu sete posições. Windhoek (209), na Namíbia, é a cidade mais barata na região e no mundo.

Ásia Pacífico

Este ano, Hong Kong (1) tornou-se a mais cara para expatriados na Ásia e no mundo como consequência do declínio de Luanda no ranking, devido à desvalorização de sua moeda local. Singapura (4) manteve-se estável, enquanto que Tóquio (5) subiu seis lugares. A seguir temos Xangai (7) e Pequim (10). Shenzhen (12) subiu dois lugares, enquanto que Seul (15) e Guangzhou (18), na China caíram sete e três posições, respectivamente.

“O fortalecimento do yen japonés provocou a ascensão das cidades japonesas no ranking”, segundo Constantin-Métral. “No entanto, as cidades chinesas caíram no ranking devido ao enfraquecimento do yuan chinês em relação ao dólar americano”.

Mumbai (82) é a mais cara da Índia, seguida por Nova Deli (130) e Chennai (158). Kolkata (194) e Bangalore (180) são as cidades mais baratas da Índia no ranking. Na Ásia, Banguecoque (74), Kuala Lumpur (151) e Hanói (106) caíram vinte e nove, trinta e oito e vinte lugares, respectivamente. Baku (172) teve a queda mais drástica no ranking, descendo mais de cem lugares. A cidade de Asgabate, no Turquemenistão, subiu sessenta e um lugares para a 66ª posição a nível global.

As australianas experimentaram algumas das quedas mais importantes no ranking deste ano devido à desvalorização da moeda local em relação ao dólar americano. Brisbane (96) e Camberra (98) caíram trinta e trinta e três lugares, respectivamente, enquanto que Sidney (42), a cidade australiana mais cara para expatriados, teve uma queda relativamente moderada de onze lugares. Melbourne caiu vinte e quatro posições, ocupando a 71ª posição no ranking.

A Mercer produz relatórios individuais de custo de vida e custo de aluguel residencial para cada cidade pesquisada. Para mais informações sobre os rankings, visite www.mercer.com/col. Para adquirir cópias de relatórios individuais por cidade, visite https: https://www.imercer.com/products/cost-of-living.aspx.


*Notas para editores
Os números para a comparação de custo de vida e de aluguel residencial da Mercer estão baseados em pesquisa realizada em março de 2016. As taxas de câmbio daquela época e a cesta internacional de produtos e serviços da Mercer foram usadas como referências básicas.

As informações dessa pesquisa são utilizadas por governos e grandes empresas para proteger o poder de compra de seus empregados quando transferidos para o exterior. Os dados sobre custos de aluguel residencial são usados para avaliar as ajudas de custo de moradia para expatriados. A escolha das cidades pesquisadas baseia-se na demanda de informações.


Sobre a Mercer
A Mercer é uma consultoria líder mundial em talento, saúde, previdência e investimentos. A Mercer auxilia os clientes em todo o mundo a promover a saúde, o patrimônio e a carreira profissional de seus ativos mais importantes – as pessoas. A Mercer conta com mais de 20.000 empregados em 43 países e a empresa opera em mais de 140 cidades. A Mercer é uma subsidiária integral da Marsh & McLennan Companies (NYSE: MMC), um time global de empresas de serviços profissionais fornecendo consultoria e soluções a clientes nas áreas de risco, estratégia e capital humano. Com uma receita anual superior a US$ 13 bilhões de dólares e 60.000 empregados em todo o mundo, a Marsh & McLennan Companies também é a controladora da Marsh, líder mundial em corretagem de seguros e gerenciamento de riscos, Guy Carpenter, líder mundial em serviços de risco e mediação de resseguro; e Oliver Wyman, líder mundial em consultoria de gestão. Para mais informações, visite www.mercer.com. Siga a Mercer no Twitter @MercerLatAm.

A Mercer também fornece consultoria e informações de mercado sobre gestão de remuneração internacional e de expatriados, e trabalha com empresas multinacionais e governos em todo o mundo. Mantém uma das mais completas bases de dados sobre políticas de transferências internacionais, práticas de remuneração e dados globais sobre custo de vida, moradia e subsídios de hardship (locais com qualidade de vida muito diferente do país de origem). Suas conferências anuais de mobilidade global e outros eventos apresentam as últimas tendências e pesquisas sobre questões de mobilidade. Visite https://www.imercer.com/EU/tabs/gm.aspx para mais detalhes. Siga as novidades de mobilidade da Mercer no Twitter @MercerMobility.

 

 

 

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