Pesquisa anual de Custo de Vida da Mercer

Pesquisa anual de Custo de Vida da Mercer

As multinacionais se concentram nas forças de trabalho móveis para apoiar o crescimento de carreira

  • 21 junho 2017
  • Brasil, São Paulo

Apesar das mudanças mundiais, as multinacionais se concentram nas forças de trabalho móveis para apoiar o crescimento de carreira e assegurar competitividade global

A Pesquisa anual de Custo de Vida da Mercer revela que cidades africanas, asiáticas e europeias dominam a lista de locais mais caros para trabalhar no exterior.

  • São Paulo é a 4ª cidade mais cara das Américas, ocupando o primeiro lugar na América do Sul.
  • Monterrey, no México, possui o menor custo de vida no ranking das Américas (209)
  • As cidades com maior custo de vida da América do Sul estão localizadas no Brasil, Argentina e Uruguai.

São Paulo - 21 de junho de 2017. Em um mundo em rápida mudança, a mobilidade se tornou um componente importante da estratégia de talento global das organizações multinacionais. Para apoiar o número crescente de expatriados trabalhando em um número maior de locais, as organizações estão se concentrando em avaliar as transferências a patir de uma perspectiva cultural, preparando-se para movimentos regionais e laterais, e modificando as abordagens de remuneração para permanecerem competitivas. À medida que as organizações lidam com esses desafios, estão trabalhando arduamente para acomodar as necessidades de sua força de trabalho e apoiar a carreira dos empregados. De acordo com o Estudo Global de Tendências de Talentos de 2017 (Global Talent Trends Study) da Mercer, remuneração justa e competitiva assim como oportunidades de promoção são as principais prioridades para empregados este ano – o que não surpreende, dado o clima atual de incerteza e mudança.

Como resultado, as organizações multinacionais estão avaliando cuidadosamente o custo dos pacotes de expatriados. A 23ª Pesquisa de Custo de Vida anual da Mercer revela que fatores como instabilidade dos mercados imobiliários e inflação de produtos e serviços contribuem para o custo total de fazer negócios no ambiente global de hoje.

“A globalização do mercado está bem documentada com muitas empresas operando em vários locais ao redor do mundo e promovendo expatriados para melhorar a experiência de futuros gerentes,” comentou Ilya Bonic, Sócio Sênior e Presidente da Área de Carreira da Mercer. “Há muitas vantagens pessoais e organizacionais em enviar empregados para o exterior, seja para transferências de longo ou curto prazos, incluindo desenvolvimento de carreira, obtenção de experiência global, criação e transferência de habilidades e realocação de recursos.”

A Pesquisa de Custo de Vida de 2017 da Mercer revela que cidades asiáticas e europeias – particularmente Hong Kong (2), Tóquio (3), Zurique (4) e Cingapura (5) – são as cidades mais caras para expatriados. A cidade mais cara, impulsionada pelo custo de bens e segurança, é Luanda (1), capital da Angola. Outras cidades que aparecem entre as 10 cidades mais caras pela Mercer para expatriados são Seul (6), Genebra (7), Xangai (8), Nova York (9) e Berna (10). As cidades mais baratas do mundo para expatriados de acordo com o a pesquisa da Mercer são Tunis (209), Bisqueque (208) e Escópia (206).

A pesquisa da Mercer é uma das mais abrangentes do mundo e destinada a ajudar empresas multinacionais e governos a determinar subsídios de remuneração para seus empregados expatriados. Nova York é usada como cidade base e todas as cidades são comparadas a ela. Os movimentos das moedas são mensurados em relação ao dólar dos EUA. A pesquisa inclui 209 cidades nos cinco continentes e mede o custo comparativo de mais de 200 itens em cada local, incluindo moradia, transporte, alimentos, vestuário, bens domésticos e entretenimento.

“Embora historicamente mobilidade, gestão de talento e recompensa tenham sido gerenciadas independentemente uma da outra, as organizações estão agora utilizando uma abordagem mais holística para melhorar suas estratégias de mobilidade. A remuneração é importante para ser competitiva e deve ser determinada de forma adequada com base no custo de vida, na moeda e no local”, comentou o Sr. Bonic.

As Américas

As cidades dos Estados Unidos são as mais caras das Américas, com a cidade de Nova York (9) classificada como a mais cara, subindo dois lugares desde o ano passado. São Francisco (22) e Los Angeles (24) são as próximas, tendo subido quatro e três posições, respectivamente. Entre outras grandes cidades americanas, Chicago (32) subiu dois lugares, Boston (51) caiu quatro lugares, e Seattle subiu 7 posições. Portland (115) e Winston Salem (140) permanecem como as cidades pesquisadas mais baratos para expatriados nos EUA.

Nathalie Constantin-Métral, Diretora da Mercer responsável pela elaboração do ranking da pesquisa, disse, “No geral, as cidades dos EUA permaneceram estáveis no ranking ou subiram ligeiramente devido ao movimento do dólar americano em relação à maioria das moedas em todo o mundo.”

Na América do Sul, as cidades de São Paulo (27) e Rio de Janeiro (56) subiram 101 e 100 posições, respectivamente. Brasília subiu mais de 60 posições no ranking, ocupando o 126º lugar.

Segundo Indre Medeiros, consultora de Mobilidade da Mercer Brasil, “a posição das cidades no ranking é o retrato do efeito conjugado das taxas de câmbio e inflação. De maneira geral, em relação às três cidades Brasileiras pesquisadas, é notável o aumento dos índices de custo de vida, principalmente devido à valorização do real nos últimos 12 meses”.

Em 2017 São Paulo é classificada como cidade de maior custo de vida nacional e da América do Sul, além de ser a 4ª localidade mais cara das Américas, ficando atrás de NYC (9), São Francisco (22) e Los Angeles (24).

O Rio de Janeiro, por sua vez, ocupa a 56º posição em 2017, contra a posição 156º de 2016. Isso significa que o Rio de Janeiro possui maior custo de vida que outras 41 cidades mapeadas no ranking desse ano.

Buenos Aires, capital e centro financeiro da Argentina, ficou em 40º lugar, seguida por Santiago (67) e Montevideú (65), no Uruguai, que subiram quarenta e um e cinquenta e quatro lugares, respectivamente. Outras cidades da América do Sul que subiram na lista das cidades mais caras para expatriados incluem Lima (104) e Havana (151). Caindo da 94ª posição, San Jose (110), na Costa Rica, experimentou a maior queda da região devido ao fortalecimento do dólar americano em relação ao cólon da Costa Rica. Caracas, na Venezuela, foi excluída do ranking devido à complexa situação monetária. Dependendo da taxa de câmbio utilizada, a cidade ficaria no topo ou na parte inferior do ranking.

“As preocupações com a inflação continuam a fazer com que algumas cidades da América do Sul subam no ranking, enquanto que o enfraquecimento das moedas locais em algumas cidades da região fizeram com que subissem na classificação,” comentou Constantin-Métral.

Trinta e cinco lugares acima do ano passado, Vancouver (107) ultrapassou Toronto (119) tornando-se a cidade canadense mais cara no ranking, seguida por Montreal (129) e Calgary (143). Ocupando a posição 152, Ottawa é a cidade mais barata do Canadá. “O dólar canadense valorizou, causando grandes saltos no ranking deste ano,” explicou Constantin-Métral.

Europa, Oriente Médio e África

Apenas três cidades europeias permanecem na lista das 10 cidades mais caras para expatriados. Zurique (4) ainda é a cidade europeia mais cara da lista, seguida por Genebra (7) e Berna (10). Moscou (14) e São Peterburgo (36) subiram cinquenta e três e cento e dezesseis lugares do ano passado respectivamente, devido à forte valorização do rublo em relação ao dólar americano e o custo de bens e serviços. Enquanto isso, Londres (30), Aberdeen (146) e Birmingham (147) cairam treze, sessenta e um e cinquenta e uma posições respectivamente, como resultado do enfraquecimento da libra em relação ao dólar americano, após a votação de Brexit. Copenhague (28) caiu quatro lugares de 24 para 28. Oslo (46) subiu 13 posições desde o ano passado, enquanto Paris caiu dezoito lugares, ficando em 62.

Outras cidades da Europa Ocidental também caíram na classificação, principalmente devido ao enfraquecimento das moedas locais em relação ao dólar americano. Viena (78) e Roma (80) caíram 24 e 22 lugares no ranking respectivamente. As cidades alemãs de Munique (98), Frankfurt (117) e Berlim (120) caíram significativamente, assim como Dusseldorf (122) e Hamburgo (125).

“Apesar dos moderados aumentos de preços na maioria das cidades europeias, as moedas europeias enfraqueceram em relação ao dólar americano, o que empurrou a maioria dessas cidades para baixo no ranking,” explicou Constantin-Métral. “Além disso, outros fatores, como a economia da zona do euro, impactaram essas cidades.”

Como resultado da desvalorização das moedas locais em relação ao dólar americano, algumas cidades da Europa Oriental e Central, incluindo Praga (132) e Budapeste (176) caíram no ranking, enquanto Minsk (200) e Kiev (163) saltaram quatro e treze posições, respectivamente, apesar das acomodações estáveis nesses locais.

Classificada na 17a posição, Tel Aviv saltou dois lugares desde o ano passado e continua a ser a cidade mais cara do Oriente Médio para expatriados, seguida por Dubai (20), Abu Dhabi (23) e Riyadh (52), que também subiram no ranking deste ano. Jidá (117), Mascate (92) e Doha (81) estão entre as cidades mais baratas da região. Cairo (183) é a cidade menos dispendiosa da região, despencando noventa e duas posições do ano passado, após a maior desvalorização de sua moeda local.

“A decisão do Egito de permitir que sua moeda flutue livremente em troca de um empréstimo de 12 bilhões de dólares ao longo de três anos para ajudar a fortalecer a sua economia resultou em uma desvalorização massiva da Libra Egípcia em mais de 100% em relação ao dólar americano, empurrando o Cairo para baixo no ranking”, comentou Constantin-Métral.

Várias cidades africanas continuam a ocupar um lugar alto na pesquisa deste ano, refletindo altos custos de vida e preços de bens para empregados expatriados. Luanda (1) ocupa a primeira colocação como a cidade mais cara para expatriados em toda a África e globalmente, apesar do enfraquecimento de sua moeda em relação ao dólar americano. Luanda é seguida por Victoria (14), Ndjamena (16) e Kinshasa (18). Tunis cai seis lugares, classificando-se em 209, como a cidade mais barata da região e em geral.

Ásia Pacífico

Cinco das 10 primeiras cidades do ranking deste ano estão na Ásia. Hong Kong (2) é a cidade mais cara, como resultado de sua moeda indexada ao dólar americano, que elevou o custo das moradias localmente. Esse centro financeiro global é seguido por Tóquio (3), Cingapura (5), Seul (6) e Xangai (8).

“O fortalecimento do iene japonês, juntamente com os altos custos de bens de consumo dos expatriados e um mercado imobiliário dinâmico, empurrou as cidades japonesas para cima no ranking,” disse Constantin-Métral. “Contudo, a maioria das cidades chinesas caíram no ranking devido ao enfraquecimento do Yuan chinês contra o dólar americano.”

As cidades australianas saltaram no ranking global desde o ano passado devido ao fortalecimento do dólar australiano. Sydney (25), a cidade mais cara da Austrália para expatriados, ganhou dezessete lugares no ranking, juntamente com Melbourne (46) e Perth (50), que subiram vinte e cinco e dezenove posições, respectivamente.

A cidade mais cara da Índia, Mumbai (57), subiu vinte e cinco lugares no ranking devido ao seu rápido crescimento econômico, à inflação sobre a cesta de produtos e serviços e um moeda estável em relação ao dólar americano. Essa cidade mais populosa da Índia é seguida por Nova Deli (99) e Chennai (135), que subiram trinta e um e vinte e três lugares no ranking, respectivamente. Bengalore (166) e Calcutá (184), as cidades indianas menos dispendiosas, também subiram no ranking.

Em outros lugares da Ásia, Bangkok (67) subiu sete lugares do ano passado. Jacarta (88) e Hanói (100) também subiram no ranking, cinco e seis lugares respectivamente. Karachi (201) e Bisqueque (208) continuam sendo as cidades menos dispendiosas da região para expatriados.

A Mercer produz relatórios individuais de custo de vida e custo de aluguel residencial para cada cidade pesquisada. Para mais informações sobre os rankings, visite www.mercer.com/col. Para adquirir cópias de relatórios individuais por cidade, visite https://www.imercer.com/products/cost-of-living.aspx.

Notas para editores

O ranking é fornecido aos jornalistas para referência e não deve ser publicado em sua totalidade. As 10 primeiras e as 10 últimas cidades da lista podem ser reproduzidas em uma tabela.

Os números para a comparação de custo de vida e de aluguel residencial da Mercer estão baseados em pesquisa realizada em março de 2017. As taxas de câmbio daquela época e a cesta internacional de produtos e serviços da Mercer foram usadas como referências básicas.

As informações dessa pesquisa são utilizadas por governos e grandes empresas para proteger o poder de compra de seus empregados quando transferidos para o exterior. Os dados sobre custos de aluguel residencial são usados para avaliar as ajudas de custo de moradia para expatriados. A escolha das cidades pesquisadas baseia-se na demanda de informações.

Sobre a Mercer

A Mercer é uma consultoria líder mundial em saúde, patrimônio e carreiras. A Mercer auxilia os clientes em todo o mundo a promover a saúde, o patrimônio e o desempenho de seus ativos mais importantes – as pessoas. Os mais de 20.000 empregados da Mercer estão alocados em mais de 40 países e a empresa opera em mais de 130 países. A Mercer é uma subsidiária integral da Marsh & McLennan Companies (NYSE: MMC), uma empresa global de serviços profissionais fornecendo consultoria e soluções a clientes nas áreas de risco, estratégia e capital humano. Com 57.000 empregados em todo o mundo e uma receita anual superior a US$ 13 bilhões de dólares, a Marsh & McLennan Companies também é a controladora da Marsh, líder em corretagem de seguros e gerenciamento de riscos, Guy Carpenter, líder em serviços de risco e mediação de resseguro; e Oliver Wyman, líder em consultoria de gestão. Para mais informações, visite www.mercer.com. Siga a Mercer no Twitter @MercerInsights.

A Mercer também fornece consultoria e informações de mercado sobre gestão de remuneração internacional e de expatriados, e trabalha com empresas multinacionais e governos em todo o mundo. Mantém uma das mais completas bases de dados sobre políticas de transferências internacionais, práticas de remuneração e dados globais sobre custo de vida, moradia e subsídios de hardship (locais com qualidade de vida muito diferente do país de origem). Suas conferências anuais de mobilidade global e outros eventos apresentam as últimas tendências e pesquisas sobre questões de mobilidade. Visite https://www.imercer.com/EU/tabs/gm.aspxpara mais detalhes. Siga as novidades de mobilidade da Mercer no Twitter @MercerMobility.

 

Pesquisa de Custo de Vida Mercer – Ranking Mundial de 2017

(A cesta internacional da Mercer, incluindo custos de aluguel residencial)

Ranking de março

Cidade

País

2016

2017

2

1

LUANDA

Angola

1

2

HONG KONG

Hong Kong

5

3

TÓQUIO

Japão

3

4

ZURIQUE

Suíça

4

5

CINGAPURA

Cingapura

15

6

SEUL

Coréia do Sul

8

7

GENEBRA

Suíça

7

8

XANGAI

China

11

9

Cidade de Nova York

Estados Unidos da América

13

10

BERNA

Suíça

 

 

 

 

204

200

MINSK

Bielorrússia

201

201

CARACHI

Paquistão

195

202

SARAJEVO

Bósnia e Herzegovina

197

203

MONTERREI

México

198

204

TBILISI

Geórgia

206

205

BLANTYRE

Malawi

209

206

WINDHOEK

Namíbia

199

206

ESCÓPIA

Macedônia

207

208

BISQUEQUE

Quirguistão

203

209

TUNIS

Tunisia

Fonte: Pesquisa de Custo de Vida 2017 da Mercer

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