Novos produtos no mercado

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Novos produtos no mercado

  • 23/09/2017
  • Distrito Federal, Brasília

Em outubro, novos produtos já estarão disponíveis para os participantes de planos de previdência complementar no Brasil. “São planos de proteção à sobrevivência dos aposentados”, explicou Antonio Fernando Gazzoni, diretor-geral da Mercer Gama de Previdência Complementar. “Pelo menos uma das seguradoras, a Mongeral, já está com tudo pronto, me garantiu o presidente do conselho de administração da empresa, Nilton Molina”, reforçou Gazzoni.

A novidade — também conhecida como plano de desvio de hipótese — é que os participantes de entidades fechadas de previdência complementar (EFPC), com planos na modalidade de benefício definido (BD) e contribuição variável (CV) podem garantir uma futura renda vitalícia, contando com o compartilhamento de riscos de uma seguradora.

Ele explicou que se a pessoa decidir deixar parte do dinheiro acumulado no plano como uma reserva (o percentual dependerá de cada empresa de previdência complementar) por 20 anos ou mais, garantirá renda vitalícia. Gazzoni exemplificou: se, aos 60 anos, uma pessoa acumulou R$ 524,4 mil, teria direito a uma renda mensal de R$ 1.719 mil por 20 anos, mas se reinvestir parte do dinheiro, no caso, R$ 78 mil, ou 14,88%, reduziria o valor a ser recebido nesses anos, mas garantiria esse rendimento pelo tempo que vivesse além dos 80 anos. “É como fosse um seguro de carro, pago por motoristas que se preparam para enfrentar um possível sinistro. Se não bater, não ganha”, disse.

Seguros semelhantes já existem em outros países como Reino Unido, que tem R$ 8,4 trilhões em reservas contratadas. No Brasil, são apenas R$ 810 bilhões. “É um mercado em potencial que pode ser ampliado”, assinalou Gazzoni. De acordo com a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), órgão de supervisão e fiscalização dos fundos de pensão, os planos de desvio de hipótese foram regulamentados pela Resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) 345/2017, em vigor desde 2 de maio, e não traz prejuízo ao participante.

A reportagem não conseguiu contato com a Mongeral Aegon Seguros e Previdência até a hora do fechamento. A Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) também não retornou. (VB)

Fonte: Correio Web

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