A 25ª Pesquisa Anual de Custo de Vida (Cost of Living Survey) da Mercer constatou que as cidades da Ásia são as mais caras para os funcionários que trabalham no exterior

A 25ª Pesquisa Anual de Custo de Vida (Cost of Living Survey) da Mercer constatou que as cidades da Ásia são as mais caras para os funcionários que trabalham no exterior

A 25ª Pesquisa anual de Custo de Vida da Mercer constatou que as cidades da Ásia são as mais caras para expatriados

  • 26 de junho de 2019
  • Estados Unidos, Nova York

O foco das multinacionais na mobilidade como estratégia da força de trabalho apoia o crescimento profissional e a competitividade global

No Brasil, São Paulo aparece em 86º lugar, 28 posições abaixo em relação à pesquisa anterior, o Rio de Janeiro aparece em 121º e Brasília em 174º lugar

Em um mundo com rápidas transformações, os programas de mobilidade tornaram-se um componente central da estratégia de talentos globais das organizações multinacionais. As organizações percebem que, para prosperar, precisam aceitar mudanças, adaptar-se a novas tecnologias e desenvolver habilidades emergentes para atrair, motivar e aumentar o talento. De acordo com o relatório de Talentos Globais 2019 da Mercer, 65% dos empregadores em todos os setores e países estão usando programas de mobilidade para melhorar suas estratégias de força de trabalho. Como resultado, as organizações multinacionais estão avaliando cuidadosamente o custo dos pacotes de expatriados para seus designados internacionais. A 25ª Pesquisa de Custo de Vida anual da Mercer constatou que diversos fatores, como flutuações cambiais, custos de inflação de bens e serviços e volatilidade nos preços de moradia, contribuem para o custo total de pacotes de expatriados para empregados em designações internacionais.

“Em uma economia focada em competências impulsionada pela disrupção digital e pela necessidade de uma força de trabalho conectada globalmente, a designação de funcionários expatriados é um aspecto cada vez mais importante de uma estratégia de negócios competitiva para empresas globais ", disse Ilya Bonic, Presidente do Setor de Carreiras da Mercer. "Existem muitas vantagens pessoais e organizacionais para enviar funcionários para o exterior, incluindo desenvolvimento profissional, experiência global, novos conjuntos de habilidades e realocação de recursos. Ao oferecer pacotes de remuneração justos e competitivos, as organizações podem facilitar os movimentos que impulsionam os resultados de negócios.”

A Pesquisa de Custo de Vida 2019 da Mercer descobriu que oito das dez cidades mais caras do mundo para expatriados são cidades asiáticas, como resultado do alto custo dos bens de consumo dos expatriados e de um mercado imobiliário dinâmico. Tóquio (2), Singapura (3) e Seul (4) estão no topo da lista, enquanto a cidade mais cara do mundo, pelo segundo ano consecutivo, é Hong Kong (1). Outras cidades que aparecem entre as dez primeiras são Zurique (5), Xangai (6), Ashgabat (7), Pequim (8), Nova York (9) e Shenzhen (10). As cidades mais baratas do mundo para expatriados são Tunísia (209), Tashkent (208) e Karachi (207).                                                                                                                                   

A pesquisa Mercer é uma das mais abrangentes do mundo e foi projetada para ajudar empresas multinacionais e governos a determinar uma compensação para seus funcionários expatriados. Nova York é usada como a cidade base para todas as comparações, e os movimentos da moeda são medidos em relação ao dólar americano. A pesquisa inclui mais de 500 cidades ao redor do mundo; O ranking deste ano inclui 209 cidades nos cinco continentes e mede o custo comparativo de mais de 200 itens em cada local, incluindo hospedagem, transporte, alimentação, roupas, utensílios domésticos e entretenimento.

“O custo de vida é um componente importante do potencial de atração de uma cidade para os negócios ", disse Rafael Ricarte, Líder de Soluções Globais de Produtos para Carreira da Mercer Brasil. "Os tomadores de decisão reconhecem cada vez mais que a globalização está desafiando as cidades a informar, inovar e competir para promover o tipo de satisfação que atrai pessoas e investimentos, as chaves para o futuro de uma cidade.”

 

As Américas

As cidades dos Estados Unidos subiram no ranking devido à força do dólar norte-americano em relação a outras moedas importantes, bem como à queda significativa de cidades em outras regiões. Nova York saltou quatro lugares para classificar 9, a cidade com o ranking mais alto da região. San Francisco (16) e Los Angeles (18) subiram doze e dezessete lugares, respectivamente, enquanto Chicago (37) subiu catorze lugares. Entre outras grandes cidades dos Estados Unidos, Washington, DC (42) subiu catorze lugares, Miami (44) subiu dezesseis lugares e Boston (49) subiu vinte e um lugares. Portland (107) e Winston Salem, Carolina do Norte (138) continuam sendo as cidades norte-americanas com menor custo na pesquisa para os expatriados.

Na América Latina, Montevidéu, no Uruguai (70) foi classificada como a cidade mais cara, seguida de San Juan (72), que saltou 23 lugares. Outras cidades da América Latina que subiram na lista das cidades mais caras para expatriados incluem Panamá (93), Costa Rica (131) e Cuba (133), com vinte e um, dez e vinte e dois lugares, respectivamente. As cidades que caíram no ranking apesar dos aumentos de preços de bens e serviços e custos de hospedagem incluem o Brasil e a Argentina. Em particular, São Paulo (86) caiu vinte e oito lugares. O Rio de Janeiro (121) caiu vinte e dois lugares, enquanto Buenos Aires (133) caiu cinquenta e sete lugares. Manágua (200) é a cidade mais barata da América Latina. "As dificuldades econômicas prolongadas e os movimentos de depreciação das moedas locais na América Latina combinados fazem com que o Custo de Vida das principais cidades da região caia em relação à cidade base do ranking, Nova York", disse Ricarte.

Embora a maioria das cidades canadenses tenha se mantido estável no ranking, a cidade com ranking mais alto, Vancouver (112), caiu três lugares. Toronto (115) caiu seis lugares enquanto Montreal (139) subiu oito lugares. Calgary (153) e Ottawa (161) não mudaram.

 

Europa, Oriente Médio e África

Só uma cidade europeia está na lista das dez mais caras, é Zurique no número cinco, seguida de Berna (12). Genebra (13) baixou dois lugares. As cidades da Europa Central e Oriental, incluindo Moscou (27), São Petersburgo (75), Praga (97) e Varsóvia (173), caíram dez, vinte e seis, catorze e dezenove posições, respectivamente.

As cidades da Europa Ocidental, incluindo Milão (45), Paris (47), Oslo (61) e Madri (82), também caíram no ranking, com doze, treze, catorze e dezoito lugares, respectivamente. A cidade alemã de Stuttgart (126) caiu significativamente, assim como Berlim (81) e Dusseldorf (92). As cidades do Reino Unido tiveram quedas modestas, incluindo Birmingham (135), que caiu sete lugares, Belfast (158) seis lugares e Londres (23) quatro lugares.

"Apesar dos moderados aumentos de preços na maioria das cidades européias, as moedas européias se enfraqueceram em relação ao dólar, o que levou a maioria das cidades a cair no ranking ", explica Ricarte."Além disso, outros fatores, como os recentes problemas de segurança e a preocupação com a perspectiva econômica, impactaram na região.”

Tel Aviv (15) continua sendo a cidade mais cara do Oriente Médio para expatriados, seguida por Dubai (21), Abu Dhabi (33) e Riad (35). Cairo (166) continua sendo a cidade mais barata da região.

Apesar de ter saído da lista das dez cidades mais caras para expatriados, N'Djamena (11) ainda é a cidade com ranking mais alto da África. Seguida por Victoria (14), que subiu sete lugares, e Kinshasa (22), que subiu quinze lugares. Libreville (24) caiu seis lugares. A Tunísia (209), que caiu um lugar, aparece como a cidade menos cara da região e do mundo.

 

Ásia Pacífico

Oito das dez cidades nas posições mais altas do ranking deste ano estão na Ásia, em parte devido a um forte mercado imobiliário. Hong Kong (1) continua a ser a cidade mais cara para expatriados, tanto na Ásia quanto no mundo, porque o mercado imobiliário e de câmbio estão vinculados ao dólar americano, elevando o custo de vida localmente. Este centro financeiro global é seguido por Tóquio (2), Singapura (3), Seul (4), Xangai (6) e Ashgabat, Turquemenistão (7).

Mumbai (67) é a cidade mais cara da Índia, seguida de Nova Delhi (118) e Chennai (154). Bengalore (179) e Calcutá (189) são as cidades da Índia classificadas com menor custo. Também na Ásia, Bangkok (40) pulou doze posições desde o ano passado. Hanói (112) e Jacarta (105) também subiram no ranking, vinte e cinco e doze posições, respectivamente. Bisqueque (206) e Tashkent (208) continuam sendo as cidades da região com menor custo para expatriados.

As cidades australianas continuaram baixando no ranking débito à depreciação da moeda local perante o dólar americano. Sydney (50), a cidade classificada como sendo a mais cara da Austrália para expatriados, baixou vinte e uma posições. Melbourne (79) e Perth (87) baixaram vinte e um e vinte e seis posições, respectivamente.

A Mercer produz relatórios sobre custo de vida individual e custos de aluguel para cada cidade pesquisada. Para mais informações sobre rankings de cidades , acesse https://mobilityexchange.mercer.com/Insights/cost-of-living-rankings. Para comprar cópias de relatórios de cidades individuais, acesse https://mobilityexchange.mercer.com/multinational-approach-cost-of-living-data.

 

Notas para editores

Os números da Mercer para comparação de custo de vida e custos de aluguel são derivados de uma pesquisa realizada em março de 2019. As taxas de câmbio da época e a cesta internacional de bens e serviços da Pesquisa de Custo de Vida da Mercer foram usadas como medidas básicas.

Governos e grandes empresas usam os dados desta pesquisa para proteger o poder de compra de seus funcionários quando eles são transferidos para o exterior; os dados de custo de aluguel são usados para calcular os subsídios locais de moradia para expatriados. A seleção das cidades pesquisadas é baseada na demanda por informações.

 

Sobre a Mercer

A Mercer oferece consultoria e soluções baseadas em tecnologia que ajudam as organizações a atender às necessidades de saúde, previdência, investimentos e carreira de uma força de trabalho em mudança. Os mais de 23.000 funcionários da Mercer estão baseados em 44 países e a empresa opera em mais de 130 países. A Mercer é uma subsidiária de propriedade integral da Marsh & McLennan Companies (NYSE: MMC), empresa líder mundial em serviços profissionais nas áreas de risco, estratégia e pessoas. Com quase 65.000 colegas e receita anual de mais de US $ 14 bilhões, por meio de suas empresas líderes de mercado, incluindo a Marsh, Guy Carpenter e Oliver Wyman, a Marsh & McLennan ajuda os clientes a navegar em um ambiente cada vez mais dinâmico e complexo. Para mais informações, acesse www.mercer.com. Siga a Mercer no Twitter @Mercer.

A Mercer também fornece consultoria e dados de mercado sobre gestão de compensação internacional e aos expatriados e trabalha com empresas multinacionais e governos no mundo todo. Ela mantém um dos bancos de dados mais completos sobre políticas de designação internacional, práticas de compensação e dados sobre o custo de vida, custos de moradia e atribuições devido a dificuldades no mundo todo. Suas conferências anuais sobre mobilidade global e outros eventos oferecem às empresas as últimas tendências e pesquisas sobre questões de mobilidade. Para mais informações acesse https://mobilityexchange.mercer.com/. Siga as notícias de mobilidade da Mercer no Twitter @Mercer.

Pesquisa Mercer de Custo de Vida – Rankings Mundiais 2019

(Cesta internacional Mercer, incluindo custos de aluguel de moradias)

Ranking em março

Cidade

País/Região

2018

2019

1

1

HONG KONG

RAE de Hong Kong

2

2

TÓQUIO

Japão

4

3

SINGAPURA

Singapura

5

4

SEUL

Coreia do Sul

3

5

ZURIQUE

Suíça

7

6

XANGAI

China

43

7

ASHGABAT

Turquemenistão

9

8

BEIJING

China

13

9

NOVA YORK

Estados Unidos

12

10

SHENZHEN

China

200

200

MANÁGUA

Nicarágua

197

201

SKOPJE

Macedônia

203

202

TBILISI

Geórgia

190

203

ISLAMABAD

Paquistão

196

204

WINDHOEK

Namíbia

206

204

BANJUL

Gâmbia

207

206

BISHKEK

Quirguistão

205

207

KARACHI

Paquistão

209

208

TASHKENT

Uzbequistão

208

209

TUNÍSIA

Tunísia

 

Fonte: Pesquisa do Custo de Vida 2019 da Mercer

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