MAIORIA DOS GESTORES DE FUNDOS DEVERÁ AUMENTAR APORTES EM AÇÕES

30/10/2017

Brasil, São Paulo


A inflação e taxa básica de juros caíram de 2016 para este ano, mas a alocação de investimentos de fundos de pensão quase não se alterou, aponta a consultoria Mercer.


O cenário deverá mudar em 2018, no entanto.


A maioria (53%) dos gestores pretende aumentar os aportes em renda no ano que vem. O restante deverá manter a porcentagem de recursos destinados às ações.


Os que planejam investir mais em renda fixa são 2%. Os que vão manter a fatia de seus recursos nessa aplicação representam 51% dos gestores, e 45% vão diminuir.


Os profissionais vão se adaptar a um cenário de mais volatilidade e risco, diz Lucas Schmidt, consultor da Mercer.


"As entidades são cautelosas e falam mais sobre diversificação, e não só aumento de exposição em Bolsa, porque há até mesmo um risco de retorno negativo."


Será mais difícil alcançar a meta atuarial em 2018 que nos últimos anos, diz Guilherme Leão, diretor-executivo da Abrapp (associação de previdência complementar).


"A oportunidade para os fundos de pensão de aproveitarem o fechamento da taxa de juros não vai mais acontecer. A gestão terá de ser mais precisa e mais complexa."


Ano novo, plano novo


Estratégia de alocação de fundos de pensão em 2018




 


Fonte: Folha de S. Paulo