Disrupções da COVID-19 forçam as empresas a reavaliarem a mobilidade corporativa

 
  • Pandemia é fator importante no ranking Mercer 2021 de Custo de Vida das Cidades, uma vez que alguns países continuam com problemas econômicos, políticos e de saúde gerados pela COVID-19
  • Ashgabat, no Turcomenistão, lidera a lista como a cidade mais cara, levando Hong Kong para a segunda posição, enquanto Beirute sobe 42 posições, ficando como terceira cidade mais cara 
  • Brasília aparece como a cidade mais barata da América do Sul. São Paulo caiu da 130ª posição para a 177ª, Rio de Janeiro, da 160ª para a 191ª

Nova Iorque, 22 de junho 2021 - A COVID-19 continua causando disrupção sem precedentes para a mobilidade internacional, levando as empresas a reavaliarem como irão gerenciar a força de trabalho móvel em um mundo pós-pandemia. Os dados de custo de vida, estudo de mobilidade desenvolvido pela Mercer e os aprendizados do trabalho da Mercer com clientes, demonstram que após vários anos de esforços das organizações para modernizar as estratégias de mobilidade, as empresas estão começando a implementar formas alternativas de alocações internacionais e acordos de trabalho além das fronteiras para sustentar as operações e força de trabalho no exterior.

"O custo de vida sempre foi um fator para o planejamento de mobilidade internacional, mas a pandemia trouxe um nível maior de complexidade, bem como implicações a longo prazo relacionadas à saúde e segurança dos funcionários, trabalho remoto e políticas de flexibilidade, dentre outras considerações. À medida em que as organizações repensam suas estratégias de talento e mobilidade, informações transparentes e precisas são essenciais para remunerar os funcionários de maneira justa para todos os tipos de alocações."

- Ilya Bonic, Presidente de Carreira e Head de Estratégia Mercer

 

A mobilidade está evoluindo de atribuições tradicionais de longo prazo, como por exemplo, alocar um funcionário por alguns anos e depois, repatriá-lo para seu local de origem – para outros tipos de movimentos como atribuições de curto prazo, contratações internacionais, transferências permanentes, ‘commuters’, funcionários remotos entre fronteiras e freelancers internacionais.

 

A Pesquisa Global Mercer 2020 de Práticas e Políticas de Atribuições Internacionais confirmou que muitas das empresas pesquisadas estão oferecendo mais opções flexíveis para acomodar circunstâncias pessoais diversas dos transferidos. Outra pesquisa Mercer 2020/2021 descobriu que mais de 50% dos empregadores pesquisados esperavam mudanças em termos do número de transferências permanentes, desenvolvimento de talentos, transferências de curto prazo e ‘commuter’ em suas empresas em razão da pandemia[1].

 

A recente pesquisa de Custo de Vida da Mercer ajuda os empregadores a entender a importância de monitorar as flutuações das moedas e avaliar as pressões inflacionárias e deflacionárias sobre os bens, serviços e acomodações em todos os locais em operação. As informações ainda ajudam os empregadores a determinar e manter os pacotes de remuneração para funcionários em atribuições internacionais e quando trabalham no exterior. Além disso, o custo de vida em um local pode ter um impacto significativo em sua atratividade como um destino para talentos, e influencia a decisão de escolha dos locais para organizações que expandem e transformam sua presença geográfica.

 

Segundo a Líder de Mobilidade da Mercer Brasil, Inaê Machado, a tendência é que haja um realinhamento da força de trabalho móvel por parte das empresas, levando em consideração, além do custo de vida em cada cidade, como cada região está sendo impactada pela pandemia do Covid-19. “O custo e a localização das cidades continuam sendo um ponto sensível para a tomada de decisão das empresas, mas agora com um fator novo, que leva em conta a segurança e saúde dos colaboradores a serem transferidos”, explica.

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[1]  Mercer’s Alternative International Assignments survey

 

 

O ranking Mercer 2021 de Custo de Vida das Cidades identificou Ashgabat, como a cidade mais cara para funcionários internacionais, levando Hong Kong para o segundo lugar. Beirute ficou em terceiro, subindo 42 posições no ranking como resultado de uma depressão econômica severa e extensa devido à escalada de várias crises - a maior crise financeira do país, COVID-19 e a explosão do Porto de Beirute em 2020. Tóquio e Zurique caíram cada uma um lugar da terceira e quarta, respectivamente, para a quarta e quinta posições, e Xangai ficou em sexto, uma posição acima em relação ao ano passado. Cingapura passou do quinto lugar para o sétimo[2].

 

Outras cidades que aparecem no top 10 das cidades mais caras para funcionários internacionais são Genebra (8), Pequim (9) e Berna (10). As cidades mais baratas do mundo para funcionários internacionais, de acordo com a pesquisa da Mercer, são Tbilisi (207), Lusaka (208) e Bishkek, que foi classificada como a cidade menos cara na posição 209.

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[2] Mercer’s data was collected in March 2021; price variances in many locations were not significant at the time of the data gathering due to the pandemic as various measures were adopted by governments worldwide, such as refraining from collecting value-added tax for a period of time.

 

Brasil

Entre as 209 cidades do ranking, estão 3 brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A capital paulista, que ocupava a 130ª posição no ranking do ano passado, caiu para a 177ª colocação neste ano. Assim como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília também caíram no ranking. A capital fluminense caiu 31 posições e o distrito federal, 15, figurando como a mais barata do Brasil e da América do Sul.

"Essa variação reflete principalmente a desvalorização do real frente ao dólar, já que cada cidade é comparada a Nova York, que é a cidade base do ranking. Os movimentos da moeda são medidos em relação ao dólar americano. Se o dólar ganhar valor, será necessário menos dólar para comprar a mesma cesta de mercadorias na moeda local. Como consequência, a cidade ficará menos cara em termos de dólar e cairá no ranking."

- Inaê Machado, Líder de Mobilidade da Mercer Brasil

 

As Américas

As cidades dos EUA caíram na classificação deste ano principalmente devido às flutuações cambiais entre março de 2020 e março de 2021, apesar do aumento da inflação de bens e serviços no país. Nova York (14) foi classificada como a cidade mais cara dos EUA, embora tenha caído oito posições desde o ano passado, seguida por Los Angeles (20), São Francisco (25), Honolulu (43) e Chicago (45). Winston Salem (151) continua sendo a cidade mais barata dos Estados Unidos pesquisada para funcionários internacionais. San Juan (89) caiu 23 posições devido à deflação no segundo semestre de 2020 e uma inflação muito baixa no início de 2021, afetando assim a posição no ranking.

 

O dólar canadense se valorizou em relação ao dólar americano, desencadeando saltos no ranking deste ano. Vancouver (93) é a cidade canadense mais cara, seguida por Toronto (98) e Montreal (129). Em 156º lugar, Ottawa é a cidade menos cara do Canadá.

 

Na América do Sul, Porto da Espanha (91) foi classificada como a cidade mais cara, seguida por Porto Príncipe (92) e Pointe-a-Pitre (107). Brasília (205) é a cidade mais barata da América do Sul.

 

Europa, Oriente Médio e África

Três cidades europeias estão entre as 10 cidades mais caras. Quinto lugar no ranking global, Zurique continua sendo a cidade mais cara da Europa, seguida por Genebra (8) e Bern (10).

 

O fortalecimento da moeda local resultou em várias cidades europeias subindo no ranking, com Paris subindo para 33. A moeda local no Reino Unido continua forte com Londres (18), Birmingham (121) subindo uma e oito posições, respectivamente.

 

Os Emirados Árabes Unidos continuaram diversificando sua economia, o que reduziu o impacto da indústria do petróleo no PIB. Com esse processo em andamento, houve movimentação negativa de preços tanto em Dubai (42) quanto em Abu Dhabi (56). Beirute é a cidade mais cara do Oriente Médio para funcionários internacionais, saltando 42 posições para o terceiro lugar no ranking global. N’Djamena (13), Lagos (19) e Libreville (20) são a primeira, a segunda e a terceira cidades mais caras da África para funcionários internacionais. Lusaka classificada como 208 é a cidade menos cara da África.

 

Ásia-Pacífico

Mais da metade das 10 cidades mais caras estão localizadas na Ásia. Ashgabat subiu uma posição no ranking deste ano, tornando-a a cidade mais cara para funcionários internacionais, tanto na Ásia quanto no mundo. Hong Kong (2), Tóquio (4), Xangai (6), Cingapura (7) e Pequim (9) seguiram o exemplo. Mumbai (78) é a cidade mais cara da Índia, mas caiu 18 lugares na classificação deste ano devido à rúpia indiana relativamente fraca em comparação com outras cidades na classificação.

 

As cidades australianas subiram na classificação deste ano, já que a moeda local ganhou valor significativamente em relação ao dólar americano. Sydney (31) é a cidade classificada como mais cara da Austrália para funcionários internacionais, que subiu 35 posições, seguida por Melbourne (59) que subiu 40 posições.

 

Notas para editores

A classificação amplamente reconhecida da Mercer é uma das mais abrangentes do mundo e foi projetada para ajudar empresas multinacionais e governos a determinar estratégias de remuneração para seus funcionários expatriados. A cidade de Nova York é usada como cidade base para todas as comparações e as variações da moeda são medidas em relação ao dólar americano. A pesquisa inclui mais de 400 cidades em todo o mundo; a classificação deste ano inclui 209 cidades em cinco continentes e mede o custo comparativo de mais de 200 itens em cada local, incluindo moradia, transporte, alimentação, roupas, utensílios domésticos e entretenimento. Os dados coletados fornecem todos os elementos-chave que os empregadores precisam para criar pacotes de remuneração eficientes e transparentes para funcionários internacionais. Saiba mais aqui.

 

Os números para as comparações de custo de vida e aluguel de acomodação da Mercer são derivados de uma pesquisa realizada em março de 2021. As taxas de câmbio daquela época e a cesta internacional de bens e serviços da Mercer de sua Pesquisa de Custo de Vida foram usadas como medidas de base.

 

Governos e grandes empresas usam os dados dessa pesquisa para proteger o poder de compra de seus funcionários quando transferidos para o exterior; os dados de custos de aluguel de acomodação são usados ​​para avaliar os subsídios de moradia para expatriados locais. A escolha das cidades pesquisadas é baseada na demanda por dados dos clientes da Mercer.

 

Sobre a Mercer

A Mercer acredita na construção de um futuro brilhante, redefinindo o mundo do trabalho, remodelando a aposentadoria e os resultados dos investimentos e proporcionando saúde e bem-estar reais. São aproximadamente 25.000 funcionários da Mercer, que estão baseados em 43 países e com operação em mais de 130 países. A Mercer é uma empresa da Marsh McLennan (NYSE: MMC), empresa líder mundial em serviços profissionais nas áreas de risco, estratégia e pessoas, com 76.000 colegas e receita anual de mais de US $ 17 bilhões. Por meio de seus negócios líderes de mercado, incluindo Marsh, Guy Carpenter e Oliver Wyman, a Marsh McLennan ajuda os clientes a navegar em um ambiente cada vez mais dinâmico e complexo. Para mais informações, visite www.mercer.com.br. Siga a Mercer no Linkedin.