ANTONIO GAZZONI É O MAIS NOVO MEMBRO DO CNA – COMISSÃO NACIONAL DE ATUÁRIA, REPRESENTANDO AS EFPC

09/04/2018

São Paulo, Brasil


Confira entrevista onde Gazzoni relata a importância do órgão para o setor previdenciário e suas expectativas em compor essa relevante Comissão


Qual a importância da CNA para o mercado previdenciário?


É importante pontuar que a CNA é um órgão de “assessoramento” à Previc, no qual temas de importância são debatidos, especialmente os que tangenciam tangência as ciências atuariais. Dos debates da CNA nascem ideias, de cunho atuarial, de fomento a novas normas que possibilitam um melhor funcionamento das Entidades de Previdência Complementar Fechada (EFPC). A Comissão é composta por atuários, da própria Previc e da academia. Há uma pluralidade de conhecimentos e ideias em face dessa formação.


De que forma a ampliação do debate técnico com os atuários pode contribuir para o desenvolvimento do setor?


Uma vez que o regime de previdência complementar está estruturado em capitalização, há a necessidade de envolvimento direto da ciência atuarial na gestão e manutenção dos planos de benefícios de EFPC. Muitas inovações ou aperfeiçoamentos são oriundos de debates e ideias que são lançados nesse fórum.


O que espera de sua participação na CNA?


Ao longo de minha carreira neste segmento, sempre atuei na crença de que o debate e lançamento de ideias são fatores fundamentais para a manutenção e fomento do setor. É esta expectativa que me motiva a participar também deste fórum.


Se tivesse que elencar 3 ou 4 pontos principais que gostaria de se aprofundar nesse fórum, quais seriam?


Priorizaria dois vértices distintos, mas que têm que andar em paralelo e de forma urgente:


  • Aperfeiçoamentos na regulação atual, que permitam uma melhor gestão dos planos já constituídos, como por exemplo, solvência, reorganizações previdenciárias (cisão, saldamento, migração etc.);
  • Criação de um novo ambiente normativo que estimule o fomento do setor, vislumbrando uma forma de gestão mais contemporânea e sincronizada com o futuro e a criação de produtos mais flexíveis, sendo que o ingrediente básico aqui seria uma utilização mais intensa da tecnologia.