Pesquisa Internacional de Custo de Vida - Mercer

Imprensa

A Mercer apresenta a 21º edição da pesquisa Internacional de Custo de Vida

  • 17 junho 2015
  • United States, New York
  • Luanda, Hong Kong, Zurich, Singapura e Genebra ocupam as primeiras cinco posições como as cidades mais caras do mundo para expatriados, de acordo com o estudo apresentado em 2015 pela consultoria líder em Recursos Humanos
  • São Paulo (40) e Rio de Janeiro (67) são as cidades mais caras da América do Sul após Buenos Aires, que este ano lidera o ranking regional
  • Brasília está abaixo, na posição 150 do ranking
  • A Mercer considera que fatores como a instabilidade dos mercados, assim como a inflação de bens e serviços, foram os que mais impactaram no custo de fazer negócios a nível global

 

Nova York, 17 de Junho de 2015 - De acordo com a Pesquisa de Custo de Vida de 2015 da Mercer, as cidades asiáticas e europeias – particularmente Hong Kong (2), Zurique (3), Singapura (4) e Genebra (5) – ocupam o topo da lista das cidades mais caras para expatriados. A cidade mais cara pelo terceiro ano consecutivo é Luanda (1), a capital da Angola. Apesar de ser reconhecida como uma cidade relativamente barata, o custo dos produtos importados e as condições de segurança de vida nesse país estão disponíveis a um preço exorbitante.

Outras cidades que aparecem entre as 10 mais caras para expatriados na lista da Mercer são Xangai (6), Beijing (7) e Seul (8) na Ásia, Berna (9) e N’Djamena (10). As cidades mais baratas do mundo para expatriados, de acordo com a pesquisa da Mercer, são Bishkek (207), Windhoek (206) e Karachi (205).

A 21ª Pesquisa de Custo de Vida anual da Mercer conclui que fatores como a instabilidade dos mercados imobiliários e a inflação de produtos e serviços impactam significativamente sobre o custo total de se fazer negócios em um ambiente global.

“É necessário enviar empregados para o exterior para garantir a competitividade no mercado, porém, os empregadores precisam realizar uma reflexão confiável e precisa sobre o custo real de tais transferências e seu impacto nos resultados”, afirmou Ilya Bonic, Senior Partner e Presidente da área de Talent da Mercer.

A pesquisa da Mercer é uma das mais abrangentes do mundo e desenvolvida para auxiliar empresas multinacionais e governos a definirem os subsídios aos seus funcionários expatriados. A cidade de Nova York é usada como base e serve de comparação para todas as outras. Os movimentos cambiais são medidos em relação ao dólar americano.

A pesquisa abrange 207 cidades de cinco continentes e mede o custo comparativo de mais de 200 itens em cada local, incluindo moradia, transporte, alimentação, vestuário, utilidades domésticas e entretenimento.

América do Norte

As cidades dos Estados Unidos subiram de forma drástica no ranking de custo de vida devido ao fortalecimento do dólar americano contra outras importantes moedas. Enquanto Nova York (16), a cidade mais alta no ranking da região, permaneceu no mesmo lugar do ano passado, as cidades da Costa Oeste, incluindo Los Angeles (36) e Seattle (106) subiram 26 e 47 posições, respectivamente.

As cidades canadenses caíram no ranking deste ano, com Vancouver (119), a cidade do país mais alta no ranking, caindo 23 lugares. Toronto (126) caiu 25 posições, enquanto que Montreal (140) e Calgary (146) caíram 17 e 21 lugares, respectivamente. “O dólar canadense continua a se enfraquecer em relação ao americano, provocando deslizamentos importantes no ranking deste ano,” explicou Constantin-Métral, Principal na Mercer e responsável pela integração do ranking global.

América Latina

“À medida que a economia global está cada vez mais interconectada, 85% das organizações multinacionais na América Latina esperam que as transferências nacionais de longo prazo se mantenham estáveis, ou aumentem nos próximos dois anos para fazer frente às necessidades do negócio”, assegura Ilya Bonic, Senior Partner e Presidente da área de Talent da Mercer.

Na América Latina, Buenos Aires que ocupa a posição 19 a nível global; e ocupa o primeiro lugar na região, sendo a mais alta este ano depois de ter ocupado a 4ª posição dentro da região em 2014; principalmente devido a um forte aumento nos preços de bens e serviços e ao enfraquecimento de sua moeda.

“Mesmo com o efeito das flutuações cambiais, as cidades de São Paulo (40) e Rio de Janeiro (67) lideram o topo do ranking da América Latina em segundo e terceiro lugares respectivamente, após a cidade de Buenos Aires, que neste ano assumiu a liderança. Neste ano, além dos outros fatores já sinalizados, a alta nos valores de aluguel em São Paulo influenciou sua posição no ranking.”, pondera Karla Costa, Consultora de Remuneração e Global Mobility da Mercer Brasil.

Podemos destacar também, com relação as cidades brasileiras, que a única categoria da cesta de produtos e serviços da Mercer que obteve índice superior quando comparado com o do ano passado foi ‘Utilities’, que considera principalmente gastos com energia elétrica e telefone, pondera Costa.

Outras cidades na América do Sul que subiram na lista das cidades mais caras para expatriados incluem Santiago (70), México (137) e Monterrey (182), enquanto Bogotá se posicionou no 148 lugar globalmente, caindo no ranking em comparação ao ano passado. A última posição na América Latina é ocupada por Managua, que não registra nenhuma mudança. Caracas, na Venezuela, foi excluída do ranking devido à complexa situação monetária; a sua colocação teria variado muito dependendo da taxa oficial de câmbio utilizada.

“Devemos considerar que o ranking global inclui 207 cidades e o comportamento que cada uma teve em um ano. A partir daí, observamos movimentos importantes nas posições das cidades,

por isso é importante para observar isoladamente o comportamento da América Latina como região e observar que embora tenha havido um reposicionamento das cidades, os movimentos foram mais sutis", disse Sandra Huertas.

 

Europa, Oriente Médio e África

Três cidades europeias estão na lista das 10 cidades mais caras para expatriados. Zurique (3), a cidade mais cara da Europa, é seguida por Genebra (5) e Berna (9). A Suíça permanece como um dos locais mais caros para expatriados devido ao aumento do Franco Suíço em relação ao Euro e ao dólar americano, em menor grau. Moscou (50) e São Petersburgo (152) caíram 41 e 117 lugares, respectivamente, como resultado do rublo da Rússia ter perdido valor significativo em relação ao dólar dos EUA, dos preços mais baixos do petróleo e da falta de confiança na moeda seguindo sanções do Ocidente sobre a crise na Ucrânia.

Além das cidades do Reino Unido, as cidades das Europa Ocidental caíram no ranking principalmente devido ao enfraquecimento das moedas locais em relação ao dólar americano. Enquanto Londres (12) permaneceu estável, Aberdeen (82) e Birmingham (80) subiram no ranking. Paris (46), Viena (56) e Roma (59) caíram 19, 24 e 28 lugares, respectivamente. As cidades alemãs de Munique (87), Frankfurt (98) e Berlim (106) caíram significativamente, assim como Dusseldorf (114) e Hamburgo (124).

Tel Aviv (18) continua a ser a cidade mais cara do Oriente Médio para expatriados, seguida por Dubai (23), Abu Dhabi (33) e Beirute (44), que subiram no ranking deste ano. Gidá (151) permanece como a cidade mais barata da região, apesar de ter subido 24 posições. “Muitas moedas do Oriente Médio estão atreladas ao dólar americano, o que impulsionou as cidades para cima no ranking. O grande aumento do aluguel residencial para expatriados, particularmente em Abu Dhabi e Dubai, também contribuíram para a subida dessas cidades no ranking,” disse a Sra. Constantin-Métral.

Muitas cidades da África permanecem entre as mais caras, refletindo os altos custos de vida e altos preços dos produtos para expatriados. Luanda (1) continua a ser a cidade mais cara da África e globalmente, seguida no N’Djamena (10), Victoria (17) e Libreville (30). Apesar de subir cinco posições, a Cidade do Cabo (200) na África do Sul permanece como a cidade mais barata da região, refletindo o fraco rand sul-africano contra o dólar americano.

Ásia Pacífico

Cinco das 10 cidades mais caras do ranking deste ano estão na Ásia. Hong Kong (2) é a mais cara como resultado de sua moeda atrelada ao dólar americano e subindo o custo de vida localmente. Esse centro financeiro global é seguido por Singapura (4), Xangai (6), Beijing (7) e Seul (8) – todas subindo no ranking, com exceção de Singapura que se manteve estável. Tóquio (11) caiu quatro lugares.

As cidades australianas continuaram a cair no ranking devido à desvalorização da moeda local contra o dólar americano. Sidney (31), a cidade mais cara da Austrália para expatriados, caiu 5 lugares no ranking junto com Melbourne (47) e Perth (48), que caíram 14 e 11 posições, respectivamente.

A cidade mais cara da Índia, Mumbai (74), subiu 66 lugares no ranking devido ao seu rápido crescimento econômico, à inflação da cesta de produtos e serviços, e a uma moeda estável em relação do dólar dos EUA. A cidade mais populosa da Índia é seguida por Nova Deli (132) e Chennai (157), que subiram no ranking em 25 e 28 posições, respectivamente. Bangalore (183) e Calcutá (193), as cidades indianas mais baratas, também subiram no ranking.

Na Ásia, Bangkok (45) saltou 43 lugares desde o ano passado. Hanoi (86) e Jacarta (99) também subiram no ranking, 45 e 20 lugares, respectivamente. Carachi (205) e Bisqueque (207) permanecem como as cidades mais baratas da região para expatriados.

Notas para editores

A lista de ranking é fornecida aos jornalistas para referência e não deve ser publicada em sua totalidade. As 10 primeiras e as 10 últimas cidades da lista podem ser reproduzidas em uma tabela.

Os números para a comparação de custo de vida e de aluguel residencial feita pela Mercer estão baseados em pesquisa realizada em Março de 2015. As taxas de câmbio daquela época e a cesta internacional de produtos e serviços da Mercer foram usadas como referências básicas.

As informações dessa pesquisa são utilizadas por governos e grandes empresas para proteger o poder de compra de seus funcionários quando transferidos para o exterior. Os dados sobre custos de aluguel residencial são usados para avaliar as ajudas de custo de moradia para expatriados. A escolha das cidades pesquisadas baseia-se na demanda de informações.

Sobre a Mercer

A Mercer é uma consultoria líder mundial em talent, saúde, previdência e investimentos. A Mercer auxilia os clientes em todo o mundo a promover a saúde, o patrimônio e o desempenho de seus ativos mais importantes – as pessoas. Os mais de 20.000 empregados da Mercer estão localizados em mais de 40 países e a empresa opera em mais de 130 cidades. A Mercer é uma subsidiária integral da Marsh & McLennan Companies (NYSE: MMC), um time global de empresas de serviços profissionais fornecendo consultoria e soluções a clientes nas áreas de risco, estratégia e capital humano. Com 57.000 empregados em todo o mundo e receita anual superior a US$13 bilhões, a Marsh & McLennan Companies também é a controladora da Marsh, líder mundial em corretagem de seguros e gerenciamento de riscos, Guy Carpenter, líder mundial em serviços de risco e mediação de resseguro; e Oliver Wyman, líder mundial em consultoria de gestão. Para mais informações, visite www.mercer.com. Siga a Mercer no Twitter @MercerInsights.

A Mercer também fornece consultoria e informações de mercado sobre gestão de remuneração internacional e de expatriados, e trabalha com empresas multinacionais e governos em todo o mundo. Mantém uma das mais completas bases de dados sobre políticas de transferências internacionais, práticas de remuneração e dados sobre custo de vida, moradia, e subsídios de hardship (locais com qualidade de vida muito diferente do país de origem) do mundo. Suas conferências anuais de mobilidade global e outros eventos apresentam as últimas tendências e pesquisas sobre questões de mobilidade. Visite www.imercer.com/mobility para mais detalhes. Siga as novidades de mobilidade da Mercer no Twitter @MercerMobility.

 

 

 

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