Pesquisa de Custo de Vida da Mercer identifica as cidades mais caras do mundo para trabalhar no exterior

São Paulo caiu da 86ª posição para a 130ª, Rio de Janeiro, da 121ª para a 160ª e Brasília, da 174ª para a 190ª; a Ásia lidera o ranking, com 4 das 5 cidades mais caras do mundo

 

09 de junho de 2020

De acordo com a 26ª Pesquisa Anual de Custo de Vida da Mercer, Hong Kong encabeça a lista das cidades mais caras do mundo para expatriados, seguida por Ashgabat, no Turcomenistão, na segunda posição. Tóquio e Zurique permanecem na terceira e quarta posições, respectivamente, enquanto Cingapura está em quinto lugar, dois lugares abaixo do ano passado. Os dados da Mercer foram coletados em março de 2020.

 

A pesquisa da Mercer é uma das mais abrangentes do mundo e foi concebida para ajudar empresas e governos a determinar estratégias de remuneração para seus funcionários expatriados. Nova York é usada como a cidade-base para todas as comparações e os movimentos da moeda são medidos em relação ao dólar americano. O ranking deste ano inclui 209 cidades dos cinco continentes e mede o custo comparativo de mais de 200 itens em cada localidade, incluindo moradia, transporte, alimentação, vestuário, artigos domésticos e entretenimento.

O levantamento da Mercer também aponta que a pandemia da COVID-19 e as consequentes crises econômica e de saúde têm levado as organizações a reavaliarem seus programas de mobilidade global com foco no bem-estar de seus funcionários expatriados. Segundo a Líder de Mobilidade da Mercer Brasil, Inaê Machado, as empresas precisarão realinhar a força de trabalho móvel com novos modelos econômicos centrados em cadeias de abastecimento reduzidas, mais movimentações regionais e uma necessidade renovada de formação de talentos. “Além dessas preocupações, informações relevantes sobre o custo e a localização das transferências em todo o mundo serão um fator crítico no pós-crise”, explica Inaê.

 

Brasil

Entre as 209 cidades do ranking, estão 3 brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A capital paulista, que ocupava a 86ª posição no ranking do ano passado, caiu para a 130ª colocação neste ano. Assim como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília também caíram no ranking. A capital fluminense caiu 39 posições e o distrito federal, 16.

 

“Essa variação é reflexo da queda nos custos de bens e serviços, quando comparado às demais cidades analisadas, além da depreciação do real frente às moedas estrangeiras. Por outro lado, elas podem se tornar mais baratas para impatriados no Brasil e mais atrativas para as empresas”, afirma Inaê.

 

Américas

Com a desaceleração econômica global da primeira metade de 2020, a força do dólar fez aumentar os custos para os expatriados nas cidades norteamericanas. Como resultado, as cidades dos Estados Unidos subiram no ranking das mais caras deste ano. Nova York (6) ocupa a posição mais alta no ranking da região, seguida por São Francisco (16), Los Angeles (17), Honolulu (28), e Chicago (30).

 

Na América do Sul, San Juan (66) é a cidade mais cara, seguida por Porto da Espanha (73), San José (78) e Montevidéu (88). Manágua (198) é a cidade mais barata continente sulamericano. Caracas, na Venezuela, está excluída do ranking devido à complexa situação cambial; seu ranking teria variado muito, dependendo da taxa de câmbio oficial selecionada.

 

Europa, Oriente Médio e África

Três cidades européias estão entre as 10 mais caras da lista. Em número quatro no ranking mundial, Zurique continua sendo a cidade européia mais cara, seguida por Berna (8) e Genebra (9).  Várias moedas locais na Europa se enfraqueceram em relação ao dólar americano, empurrando muitas cidades para baixo no ranking. Como as economias da França e da Itália encolheram no final de 2019, o crescimento na Zona do Euro chegou perto de zero. A decisão do Reino Unido de deixar a União Européia não impactou sua moeda local, que permanece forte, ganhando valor em relação às principais moedas globais. Londres (19), Birmingham (129) e Belfast (149) saltaram quatro, seis e nove lugares, respectivamente.

 

Tel Aviv (12) continua sendo a cidade mais cara do Oriente Médio para os expatriados, seguida por Dubai (23), Riad (31) e Abu Dhabi (39). Cairo (126) permanece como a cidade mais barata da região, apesar de ter subido quarenta posições em relação ao ano passado.

 

Ndjamena (15), no Chade, é a cidade mais bem classificada da África, enquanto Tunes (209), na Tunísia, é a cidade mais barata da região e do mundo.

 

Ásia Pacífico

Hong Kong (1) manteve sua posição como a cidade mais cara para expatriados, tanto na Ásia quanto no mundo, devido aos movimentos da moeda medidos em relação ao dólar americano, o que aumentou o custo de vida local. Esse centro financeiro global é seguido por Ashgabat (2), Tokyo (3), Singapura (5), Shanghai (7) e Pequim (10). Mumbai (60) é a cidade mais cara da Índia.

 

As cidades australianas caíram no ranking este ano, pois a moeda local desvalorizou-se em relação ao dólar americano. Sydney (66), a cidade mais cara da Austrália para expatriados, caiu dezesseis posições em relação a 2019. A cidade mais barata da região é Adelaide, na 126ª posição.

 

Para mais informações sobre rankings de cidades , acesse: https://bit.ly/3c9EzFN

 

Sobre a Mercer

A Mercer oferece aconselhamento e soluções orientadas à tecnologia que ajudam as organizações a atender às necessidades de carreira, previdência, investimentos e saúde de uma força de trabalho em constante mudança. São mais de 25.000 funcionários localizados em 44 países e com atuação em mais de 130. A Mercer é uma subsidiária integral da Marsh & McLennan Companies (NYSE: MMC), a principal empresa global de serviços profissionais nas áreas de risco, estratégia e pessoas. Com mais de 76 mil colegas e receita anual de mais de US$ 17 bilhões, a Marsh & McLennan apoia seus clientes a navegar em um ambiente cada vez mais dinâmico e complexo.

Visite: www.mercer.com.br

Contato