10 áreas principais de foco de investimento em 2018

10 áreas principais de foco de investimento em 2018

MERCER IDENTIFICA AS DEZ PRINCIPAIS ÁREAS DE FOCO DE INVESTIMENTO PARA INSTITUTOS E FUNDAÇÕES EM 2018

  • 08 de janeiro de 2018
  • Estados Unidos, Nova York

Ideias para auxiliar os comitês de investimentos em E&F a acompanhar as mudanças na dinâmica de mercado

A Mercer, líder global em consultoria para promoção de saúde, patrimônio e carreira, e subsidiária integral da Marsh & McLennan Companies (NYSE: MMC), identificou as principais áreas de foco para os comitês de investimento de institutos  e fundações (endowment & foundation, ou E&F) em 2018.

“As carteiras de E&F continuam sendo beneficiadas por mercados acionários fortes, com investimentos estrangeiros contribuindo a uma taxa maior do que na maioria dos períodos desde a crise financeira de 2008. No entanto, a alta recorde nos mercados acionários poderá transmitir uma falsa sensação de conforto aos investidores. A dinâmica de mercado torna mais frágil a persistência desse período altista”, comentou Ken Shimberg, Diretor de Investimentos em Institutos e Fundações nos EUA da Mercer. “Ao mesmo tempo, a maior dependência das doações torna as instituições mais vulneráveis a eventos adversos. Os funcionários e comitês devem aplicar uma perspectiva estratégica aos processos de governança e às considerações de implementação para garantir que fornecerão os freios e contrapesos necessários para apoiar uma execução de investimento de sucesso”.

Segue um resumo das áreas que, segundo a Mercer, os institutos e fundações devem priorizar para 2018:

1.      Preparar-se para  as oportunidades: Para aproveitar ao máximo os deslocamentos de mercado, os comitês de investimentos em E&F devem rever as maneiras com que a política e a estrutura de carteira podem promover a agilidade no investimento, a fim de acomodar oportunidades atraentes de investimento à medida que surgirem.  

2.      Adotar a estratégia de “fazer nada”: Os comitês de investimentos em E&F devem ponderar o custo transacional de fazer movimentos de benefício marginal, supondo que a carteira esteja dentro dos intervalos da política e que não haja outros fatores externos em jogo. Em relação a alguns ativos com desempenho superior, poderá ser preferível mantê-los com os pesos atuais, esperando para usá-los como fonte de capital quando um evento de mercado criar uma oportunidade de compra.

3.      Melhorar a governança: Os processos dos comitês de investimentos e dos funcionários para reagir a um evento extraordinário podem estar enferrujados, pois a crise de crédito ocorreu quase uma década atrás. É necessário rever os processos para garantir que estejam adequados para a dinâmica atual dos comitês e para os meios de comunicação preferenciais. Protocolos específicos e baseados em regras devem ajudar a informar a tomada de decisões em tempo hábil durante um evento adverso e a diminuir o impacto comportamental que inevitavelmente influencia as decisões em condições de tensão.  As orientações devem refletir a imagem mais exata da tolerância ao risco da instituição.

  1. Realizar um processo disciplinado de orçamentação de recursos: O aumento da dependência de doações e a maior complexidade da carteira mudaram as demandas para funcionários e membros dos comitês. Os comitês de investimentos em E&F devem fazer um inventário rigoroso da capacidade e do conhecimento dos funcionários e dos membros dos comitês, além de avaliá-los no contexto de prioridades estratégicas para identificar possíveis falhas. Após a identificação de lacunas em recursos ou conhecimentos, deve-se determinar se há tarefas que um terceiro poderia executar melhor.
  2. Considerar o valor absoluto além da taxa de gastos: Antecipando uma correção do mercado ou um ambiente estendido de baixo retorno, muitas instituições conseguiram reduzir suas taxas de gastos. Para a maioria, entretanto, o aumento contínuo nas ações significa que uma taxa de gastos menor ainda não resultou em menos despesas absolutas em termos anuais. Ao mesmo tempo, cresceu a dependência do orçamento operacional em relação às doações, o que exige mais certeza no que se refere aos gastos esperados para planejar e implementar programas. É necessário quantificar um piso de gastos em termos absolutos e testar o impacto de uma queda de mercado em relação à regra de gastos atual. Os comitês podem estudar opções que reduzam a variabilidade nos gastos, como incluir mais períodos no cálculo. As soluções mais complexas poderiam incluir uma métrica para ajuste inflacionário a fim de compensar futuras erosões no poder de compra.
  3. Identificar fontes secundárias de liquidez: De acordo com dados da NACUBO, no ano encerrado em junho de 2016, doações com US$ 500 milhões ou menos reduziram as ações e a renda fixa a favor de estratégias menos líquidas. Os comitês devem identificar a provável demanda por capital em caso de correção. As instituições poderão querer estabelecer linhas de crédito ou empréstimos sob demanda semelhantes, contando com relacionamentos bancários prévios para negociar tarifas preferenciais e garantir que os contratos permanecerão estáveis em caso de evento adverso.
  4. Revisitar investimentos em ESG: Os investimentos nas áreas ambiental, social e de governança (environmental, social and governance, ou ESG) continuam ganhando destaque em todo o mundo. Acelerações recentes em tecnologia e escala permitiram que algumas empresas de energia verde adequassem o tamanho das suas estruturas de custo, aumentando a lucratividade. Além de estarem se tornando atraentes por si só, algumas oportunidades de energia renovável deverão se tornar mais baratas do que os combustíveis fósseis na próxima década – abrindo caminho para a conversão crítica da infraestrutura a fim de acomodar as novas tecnologias.  Isso faz com que algumas oportunidades de ESG passem de iniciativas distantes de maior risco em contribuintes atraentes, com retorno a médio prazo.
  5. Reestruturar o debate sobre ativo e passivo: No período de um ano que se encerrou em junho de 2017, os fundos ativos recuperaram um pouco do desempenho em comparação com os fundos passivos. Muitas vezes, no entanto, os investidores observam o desempenho somente em um ciclo de mercado completo, o que obscurece um ponto crítico: Os comitês de E&F ainda precisam gastar ativos em períodos intercalados de baixa. A natureza fundamental das estratégias ativas tende a reduzir a sensibilidade de mercado dos gestores; a capacidade dos gestores ativos de preservar capital em períodos de queda de outros ativos pode ser significativa. 
  6. Avaliar a vulnerabilidade do litígio: As ações judiciais contra patrocinadores de planos de ensino superior 403(b) atingiram o ponto máximo em 2016, até novembro de 2017, com 16 universidades particulares de destaque sendo alvo de ações coletivas no último trimestre de 2017. O foco principal dessas ações judiciais é o valor das tarifas pagas pelos participantes dos planos. Outra queixa é a de que existem muitas opções de investimento entre um número excessivo de gestores de dinheiro – em muitos casos, apresentando um desempenho ruim. Os patrocinadores de planos de ensino superior foram afetados pelo excesso de tarifas e complexidade do programa. A equipe de investimentos (que, muitas vezes, presta assistência internamente aos comitês de patrocinadores dos planos) deve esperar um envolvimento continuado e, possivelmente, maior à medida que os planos sejam examinados e ajustados. As despesas com litígio também podem impor mais pressão ao orçamento operacional. 
  7. Estar ciente das alterações fiscais e das mudanças nas percepções: A reforma fiscal mais recente contemplou a geração de receita de E&F de muitas formas diretas e indiretas, incluindo o estabelecimento de um limite tributável para o nivelamento da doação por estudante em período integral, a criação de tratamentos fiscais separados para diferentes tipos de receita e a eliminação da dedutibilidade fiscal de alguns tipos de receita. Todavia, o atributo mais preocupante da lei de imposto não foi sua implementação, mas o precedente iminente da tributação de instituições sem fins lucrativos. As faculdades e universidades devem ter certeza de que seu posicionamento é sabido e bem entendido, seja para gerar apoio adicional em face de novas restrições ou para se antecipar à futura erosão de benefícios. As instituições também devem estar preparadas para estudar estratégias de investimento a fim de proteger o conforto do doador e a credibilidade institucional.

Um artigo sobre melhores ideias para comitês de investimentos em institutos e fundações pode ser lido aqui.

 

Sobre a Mercer

A Mercer oferece consultoria e soluções orientadas para a tecnologia que ajudam as organizações a atenderem às necessidades de saúde, patrimônio e carreira de uma força de trabalho em constante mudança. Os mais de 22.000 funcionários da Mercer se espalham por mais de 44 países e a empresa opera em mais de 130 países. A Mercer é subsidiária integral da Marsh & McLennan Companies (NYSE: MMC), líder global de serviços profissionais nas áreas de risco, estratégia e pessoas. Com mais de 60.000 colegas e receita anual superior a US$ 13 bilhões, por meio das empresas líderes de mercado que incluem MarshGuy Carpenter e Oliver Wyman, a Marsh & McLennan ajuda clientes a lidarem com um ambiente cada vez mais dinâmico e complexo. Para obter mais informações, visite www.mercer.com. Siga a Mercer no Twitter @Mercer.

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