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Thaisa Flórido
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- Estudo destaca 55 estudos de casos que descrevem ações concretas capazes de solucionar problemas com mobilidade e empregabilidade de talentos que persistem mundialmente
- Colaboração entre públicos de interesse demonstra potencial máximo para solucionar falhas no mercado de trabalho
- Recomendações descrevem como avançar as práticas de mobilidade de talentos colaborativas bem-sucedidas
Um estudo divulgado hoje pelo Fórum Econômico Mundial destaca que a colaboração em mobilidade de talentos entre os públicos de interesse em todas as frentes da equação relativa ao trabalho é mais eficaz na solução das falhas do mercado de trabalho e no aumento de postos de trabalho. O estudo intitulado “Talent Mobility Good Practices – Collaboration at the Core of Driving Economic Growth” (Boas Práticas na Mobilidade de Talentos – Colaboração no Centro do Impulso no Crescimento Econômico), é resultado de 55 estudos de casos no mundo. Ele exibe ações concretas que as organizações – incluindo empresas, governos, instituições acadêmicas, organizações sem fins lucrativos e empregados – vêm colocando em prática para solucionar os desafios enfrentados por talentos. O estudo foi elaborado em acordo de cooperação com a Mercer.
O estudo identifica que mesmo havendo diversos exemplos de boas práticas que podem ser adotadas para ajudar a reequilibrar o mercado mundial de talentos, a mobilidade de talentos ainda não alcançou seu máximo potencial. O estudo também indica que o mercado de talentos ainda enfrenta quatro entraves importantes: ampla falta de empregabilidade, lacunas entre competências, lacunas em informações e limitadores privados e públicos à mobilidade. Estas questões consideradas dominantes e desencorajadoras, com inúmeros países e regiões tentando vencer o alto índice de desemprego e forças de trabalho ainda não exploradas, ao mesmo tempo em que muitos setores da indústria e empresas enfrentam a escassez de talentos e lacunas em competências.
Dentre os estudos de casos, as soluções apresentadas para esses problemas são inúmeras, desde a adaptação de currículos acadêmicos para atender melhor as necessidades de talentos de uma indústria até a capacitação de empregados pouco qualificados para o trabalho; praticamente todas as soluções demonstram formas diferentes de colaboração entre os inúmeros públicos de interesse. Alguns exemplos incluem:
- No Brasil e na Índia, o Wal-Mart realizou um trabalho em parceria com autoridades governamentais, instituições de ensino e comunidades preocupadas com a empregabilidade da força de trabalho local, lançando programas de capacitação inovadores para atender tanto às necessidades de talentos da empresa quanto às necessidades dos estudantes de qualificações bastante específicas nesses países. Apenas no Brasil o Wal-Mart abriu 10.000 novos postos de trabalho em 2010 por meio do programa, envolvendo escolas de ensino médio e especialistas locais, para abrir 10.000 outros postos de trabalho em 2011.
- The Toronto Financial Services Alliance foi estabelecida pela Cidade de Toronto uma parceria público-privada entre governo, instituições de ensino superior e organizações de serviços financeiros visando atrair talentos e, dessa forma, fortalecer o setor de serviços financeiros de Toronto. A parceria tem como objetivo preencher lacunas de informações por meio da identificação de qualificações específicas e necessidades por talentos da indústria no âmbito do ensino superior e universitário. A criação do Centre of Excellence in Financial Services Education (Centro de Excelência em Formação de Serviços Financeiros) em 2009 surgiu em consequência da parceria contínua.
- NASSCOM, a associação líder da indústria de TI na Índia, trabalha no sentido de atualizar e padronizar a portabilidade de qualificações em toda a indústria. Em 2008, a associação desenvolveu um trabalho em parceria com a participação de universidades estaduais para juntas criarem uma avaliação de qualificações padronizadas e um programa de certificação para dinamizar o processo de inscrição na indústria. Desde a sua criação, cerca de 100.000 recém-formados em universidades realizaram os testes iniciais para efeito de contratação; espera-se que até 250.000 estudantes a cada ano realizem o teste no futuro.
- Os estados membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (abreviatura ASEAN em inglês) estão em colaboração com ministérios do governo e setor privado para juntos superar as barreiras impostas à mobilidade de talentos e estabelecer o fluxo livre da força de trabalho qualificada entre fronteiras. A cooperação tem gerado acordos que buscam facilitar a movimentação de especialistas, profissionais e mão-de-obra qualificada da indústria; as nações membro podem fornecer atualmente a isenção de vistos, bem como a criação do ASEAN Business Travel Card, um documento que facilita viagens a negócio entre os países participantes da ASEAN.
O estudo se encerra com recomendações sobre como os públicos de interesse individuais podem levar à frente as práticas de mobilidade de talentos colaborativas bem-sucedidas. Entre outros benefícios, as práticas incluem o compartilhamento de acesso às informações do mercado de trabalho por meio de ferramentas de medição e modelos combinados com dados sobre força de trabalho e desempenho visando estimar o impacto da mobilidade de talentos, além de desenvolver casos baseados em fatos para o processo de colaboração entre inúmeros públicos de interesse.
“O estudo realizado em parceria foi elaborado para criar uma plataforma reconhecida onde os diversos públicos de interesse possam solucionar os desafios da mobilidade de talentos e trocar práticas e experiências,” disse Patricia A. Milligan, Presidente da área de Talentos, Remuneração e Comunicação da Mercer. “As conclusões obtidas pelo estudo demonstram que apesar dos desafios, já existe efetivamente uma série de soluções escaláveis e práticas para solucionar a escassez de talentos e, por conseguinte, criar postos de trabalho e em última análise o crescimento econômico.”
“Nosso estudo demonstra claramente que uma visão mais ampla da mobilidade de talentos – além das transferências internacionais tradicionais – é necessária para o crescimento das empresas, das indústrias e das economias,” disse Piers A. Cumberlege, Diretor de Parcerias do Fórum Econômico Mundial. “Reunir públicos de interesse diversos com interesses em comum produz soluções multidimensionais eficazes que possuem o máximo impacto na solução dos desafios enfrentados pelo mercado de talentos, além de estimular o crescimento econômico.”
Outros públicos de interesse com boas práticas de mobilidade de talentos analisados no estudo incluem: ABB, Adecco, BC Hydro, The Boston Consulting Group, the European Commission, HCL Technologies, Infosys, the International Labor Organization (ILO), INSEAD, LVMH, ManpowerGroup, Mercer, Polish Confederation of Private Employers, PwC, Standard Chartered, entre outros.
Os membros do Conselho da Agenda Global para Qualificações e Mobilidade de Talentos juntamente com especialistas e pesquisadores de alto nível contribuíram para as recomendações contidas no estudo. Durante a sua Reunião Anual 2012 em Davos-Klosters, o Fórum Econômico Mundial procurará catalisar uma plataforma de colaboração única entre diversos públicos de interesse com foco no compartilhamento eficaz das boas práticas de mobilidade de talentos.
Sobre a MercerA Mercer é uma empresa líder global na prestação de serviços de consultoria em recursos humanos. A empresa trabalha junto aos seus clientes para solucionar suas questões mais complexas de benefícios e capital humano, desenhando e ajudando a administrar programas nas áreas de saúde, aposentadoria e outros benefícios. A Mercer conta com mais de 20.000 funcionários em mais de 40 países. A empresa é subsidiária integral da Marsh & McLennan Companies (NYSE: MMC), uma equipe mundial de empresas de serviços profissionais que oferecem aos seus clientes consultoria e soluções nas áreas de risco, estratégia e capital humano. Com 52.000 funcionários mundialmente e lucros anuais superiores a US$ 10 bilhões, a Marsh & McLennan Companies também é a matriz da Marsh, líder mundial em corretagem de seguros e gestão de riscos; Guy Carpenter, líder mundial na prestação de serviços intermediários de risco e resseguro; e Oliver Wyman, líder mundial de consultoria em gestão. Para obter mais informações, visite o site www.mercer.com. Siga a Mercer no Twitter em @MercerInsights.
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